O relatório de maio de 2026 do BTAL11 informa que o fundo concluiu a transformação de FII para FIAGRO aprovada em janeiro de 2026 e passou a adotar o regime contábil por competência. Essa alteração permite a distribuição da rentabilidade acumulada na carteira e sustenta a expectativa de rendimento mensal de pelo menos R$ 1,00 por cota nos próximos períodos.
No mês, a receita bruta totalizou R$ 5,1 milhões ou R$ 0,86 por cota, gerando resultado líquido de R$ 4,5 milhões ou R$ 0,75 por cota após despesas. A distribuição efetiva foi de R$ 1,00 por cota, mantendo o padrão observado desde janeiro de 2026, período em que o valor subiu de R$ 0,95 para o patamar atual de R$ 1,00. Nos últimos 12 meses, o total distribuído alcançou R$ 11,55 por cota.
O caixa encerrou o período em R$ 132 milhões, equivalente a 19% do patrimônio líquido de R$ 689 milhões. O relatório destaca que o desinvestimento da SPE Santo Antônio, responsável por cerca de 10% do patrimônio líquido, deve liberar recursos para realocação, com potencial de gerar R$ 0,06 adicionais por cota ao mês uma vez concluído.
A carteira permanece com 11 ativos, sendo 9 imóveis e 2 certificados de recebíveis imobiliários, com cap rate médio de 11,2% e WAULT de 6,7 anos. Todos os contratos são atípicos e indexados ao IPCA, sem alterações relevantes na composição ou no perfil de vencimentos em relação ao mês anterior, mantendo a maior parte das receitas concentrada entre 2031 e 2035.
O valor de mercado das cotas fechou em R$ 87,79, contra valor patrimonial de R$ 115,17, e o volume médio diário de negociação ficou em R$ 0,6 milhão, estável em relação aos meses anteriores.