BROF11

BRPR CORPORATE OFFICES FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/12/2025

Entrega

26/01/2026 09:50

Resumo

O relatório gerencial de dezembro de 2025 do BROF11 trouxe novidades positivas quanto à distribuição de proventos. O rendimento anunciado foi de R$ 0,55 por cota, representando um aumento em relação aos R$ 0,53 distribuídos no mês anterior. Este crescimento foi suportado por um melhor resultado financeiro no período, especificamente devido ao aumento na distribuição de dividendos recebidos do fundo investido BETW11, que subiu de R$ 1,0 milhão em novembro para cerca de R$ 1,6 milhão em dezembro.

A gestora aproveitou o encerramento do ano para divulgar a projeção de rendimentos (guidance) para 2026. A expectativa é de um dividendo médio mensal de R$ 0,56 por cota, com uma banda que varia entre R$ 0,54 e R$ 0,58. Essa previsão considera a manutenção dos níveis atuais de vacância e os contratos vigentes. Vale notar que o fundo encerrou 2025 com um retorno total expressivo de 43,73%, destacando-se entre os melhores desempenhos do ano no mercado de fundos listados.

Um evento importante neste mês foi a reavaliação patrimonial dos ativos. O Edifício E-Tower foi reavaliado a valor justo pela consultoria CBRE e apresentou uma valorização de 4,3% em comparação com a avaliação anterior. Reflexo disso e do resultado acumulado, o valor patrimonial da cota subiu ligeiramente de R$ 109,23 em novembro para R$ 110,14 em dezembro. O fundo continua sendo negociado com desconto relevante em bolsa, com o preço de mercado representando cerca de 51,2% do valor patrimonial.

No aspecto operacional, a carteira de imóveis manteve a estabilidade observada no mês anterior. A vacância física permaneceu em 9,2% e a taxa de ocupação seguiu em 90,78%, sem novos eventos relevantes de locação ou devolução de áreas em dezembro. O portfólio continua concentrado em dois ativos principais, o Passeio Corporate e o E-Tower, com contratos que possuem prazo médio de vencimento de 5,9 anos.

Em relação à estrutura de capital e alavancagem, a gestão detalhou os próximos passos para o uso do caixa gerado pela venda do imóvel Águas Claras. Confirmou-se que a totalidade dos R$ 44 milhões líquidos da venda será usada para amortizar parcialmente o CRI atrelado ao E-Tower. A gestão aguardou até o fim de dezembro para realizar essa operação visando a redução da multa de pré-pagamento, o que gerou um ganho financeiro adicional de aproximadamente R$ 470 mil ao manter os recursos em caixa. A amortização deve ocorrer em cerca de 45 dias, reduzindo o saldo devedor da dívida que atualmente custa IPCA + 8,25% ao ano.