O relatório de julho de 2026 do BRCR11 informa a distribuição de R$ 0,41 por cota, mantendo o mesmo valor do mês anterior, com dividend yield anualizado de 12,20% sobre a cota de fechamento. A receita de locação e as despesas operacionais seguiram em linha com a média recente, sem alterações relevantes na composição do resultado.
No Eldorado, o fundo concluiu a substituição de um locatário por uma empresa do setor financeiro a R$ 245 por m², valor acima dos R$ 230 por m² registrados no mês anterior e que representa novo patamar recorde para o ativo. Parte relevante da carteira de contratos ainda está defasada em relação a esse nível, indicando potencial de ajustes em revisionais futuros. No Diamond, a última revisional do ano foi acordada em bases comerciais de R$ 145 por m², estabelecendo novo referência para o edifício.
A vacância financeira recuou para 8,5% em julho, contra 8,8% em junho, enquanto a vacância física permaneceu em 10,4%. O portfólio segue com nove imóveis e 144.735 m² de ABL, majoritariamente classe AAA em São Paulo e Rio de Janeiro. A receita por região mostrou leve ajuste para 61% em São Paulo e 39% no Rio, em comparação com 59% e 41% no mês anterior.
O valor de mercado do fundo caiu para R$ 1,07 bilhão em julho, ante R$ 1,12 bilhão em junho, com a cota de mercado em R$ 40,33 contra R$ 41,96. A alavancagem via CRIs permaneceu estável em torno de R$ 258 milhões, sem novas negociações ou alterações na estrutura de dívidas. O cenário macro apresentado não apresenta variações significativas em relação ao relatório anterior.