No relatório de março de 2026 do BRCR11, a vacância financeira caiu para 9,4% e a física para 11,6%, ante 11,8% e 13,1% no relatório anterior de fevereiro, impulsionada por novas locações totais de cerca de 5.800 m² em São Paulo e Rio de Janeiro, com destaque para um andar no Edifício Eldorado (2.126 m²), dois andares no Torre Almirante (2.493 m² ocupados pela Wilson Sons) e um andar adicional no mesmo Torre (1.300 m², espaço devolvido em fevereiro). Pela primeira vez desde a pandemia, o trimestre registrou maior volume de procura no Rio comparado a São Paulo.
A receita contratada de locação subiu para R$ 17.275 mil, de R$ 17.094 mil no mês anterior, com vacância concentrada no Torre Almirante (10.977 m²), MV9 (2.758 m²), Eldorado (1.030 m²), EZ Towers (1.243 m²) e Sucupira (753 m²). No portfólio de 9 imóveis e 144.735 m² de ABL, a classe AAA segue dominante em 93% da receita, com SP em 59% e RJ em 41% da receita total; principais ativos por receita são Diamond Tower (28%), Eldorado (24%) e Senado (21%).
A cota de mercado do BRCR11 fechou em R$ 46,76, queda ante R$ 48,45, com valor patrimonial por cota em R$ 85,83 (de R$ 85,94) e rendimento mensal mantido em R$ 0,41 por cota, resultando em dividend yield de 10,52% (de 10,15%). O ADTV recuou para R$ 1,3 milhão por dia, de R$ 2,5 milhões, e número de cotistas para 116.485, de 117.515. Preço médio do portfólio ajustado para R$ 9.615 por m² no mercado (de R$ 10.118), com aluguel médio em R$ 135 por m² (de R$ 135,95).
Na estrutura de capital, a dívida permanece estável em torno de R$ 284 milhões, ligada a Diamond Tower e Torre Almirante, com LTV em cerca de 10%; novidade foi a renegociação da dívida do Torre Almirante, com 12 meses de carência na amortização principal a partir de abril, mantendo juros mensais e sem aumento do saldo devedor, visando preservar caixa.
O FFO ajustado em fevereiro foi de R$ 11.131 mil (R$ 0,42 por cota), com distribuição de R$ 10.922 mil; o WALE segue em 3,5 anos, 84% dos contratos típicos e 78% atrelados ao IPCA. A gestão destaca demanda consistente por lajes corporativas em regiões centrais.