O relatório apresenta as demonstrações financeiras do BRCR11 em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela Ernst & Young com opinião sem ressalvas, confirmando que refletem adequadamente a posição patrimonial e os resultados conforme práticas contábeis brasileiras para FIIs. Houve ênfase na transferência pendente da propriedade fiduciária do Edifício Senado, sem impacto na opinião. O principal assunto de auditoria foi a existência e mensuração das propriedades para investimento, avaliadas em R$ 2,025 bilhões ao valor justo, representando 88,86% do patrimônio líquido de R$ 2,279 bilhões, com ativo total de R$ 2,418 bilhões e passivo de R$ 138 milhões.
No exercício, o BRCR11 registrou lucro líquido de R$ 107 milhões, superior aos R$ 55 milhões de 2024, impulsionado por receitas de aluguéis de R$ 156 milhões e ajuste positivo de R$ 22 milhões no valor justo das propriedades. O resultado de atividades imobiliárias foi R$ 121 milhões, após despesas operacionais de R$ 17 milhões e prejuízos em ativos financeiros imobiliários de R$ 32 milhões. O valor patrimonial da cota caiu para R$ 85,57, enquanto o preço de fechamento em dezembro subiu para R$ 45,95; foram distribuídos R$ 134 milhões em rendimentos, ou R$ 5,20 por cota, equivalendo a 99,95% do resultado base caixa.
O portfólio inclui participações em imóveis como Edifício Eldorado (49%), Senado (20%), Diamond Tower (100%) e outros, avaliados por laudos da Cushman & Wakefield com baixas vacâncias e taxas de capitalização entre 7,5% e 9,75%. Investimentos em FIIs controlados somam R$ 261 milhões (Prime Portfolio e MV9). O fluxo de caixa operacional gerou R$ 168 milhões, com saída em investimentos de R$ 11 milhões e financiamento de R$ 159 milhões, refletindo pagamentos de rendimentos e obrigações por cessão de créditos de R$ 112 milhões.