O relatório mensal de gestão do BODB11 referente a abril de 2026 destaca a distribuição de R$ 0,10 por cota, paga em 8 de maio, equivalente a um yield mensal de 1,25% e anualizado de 16,0% sobre a cota de mercado de R$ 8,02 no fim do mês, antes da distribuição. A cota patrimonial era R$ 8,65, com o fundo alocando 106,5% em títulos de crédito privado, yield médio de IPCA + 10,74% a.a. e duration média de 5,8 anos. Desde o início em 2021, o fundo já distribuiu R$ 5,72 por cota, com yield anualizado médio de 16,0%, isento de IR para pessoa física.
O portfólio conta com 46 ativos diversificados por setores, como saneamento (32%), fibra (19%) e transmissão (12%), com ratings variando de AAA a sem rating, e principais posições em emissores como MEZ T1 (10,3%), Sul Concessões (10,2%) e Alares (8,9%). A gestora aumentou a exposição à Hidroforte para 4,4% do PL, destacando ativos exclusivos para maior estabilidade em spreads. O patrimônio líquido era R$ 561 milhões, com 24.357 cotistas, e volume negociado de R$ 23,2 milhões no mês.
O relatório analisa a abertura de spreads em debêntures incentivadas (+73 bps de fevereiro a abril de 2026), atribuída a ajuste técnico pós-captações elevadas, resgates líquidos em fundos de crédito (R$ 24,5 bi) e eventos como Aegea, impactando índices como IDA-IPCA Infra (+1,3% YTD) abaixo do IMA-B 5 (+5,2%). Apesar disso, o carrego elevado oferece TIR líquida projetada de IPCA + 10,3% a +12,0% dependendo da cota de mercado, e o fundo acumula retorno de 59,0% desde o lançamento, superando a NTN-B de referência em 15,7 p.p.