O BLMG11 manteve a distribuição de R$ 0,39 por cota em julho, mesmo valor de junho, o que representou um dividend yield anualizado de 13,5% sobre a cota de mercado de fechamento, abaixo dos 14,6% de junho porque a cota de mercado subiu de R$ 31,99 para R$ 34,68. O resultado total do mês foi de R$ 0,42 por cota, ante R$ 0,43 em junho, formado em parte pelo giro de posições líquidas na rubrica de disponibilidades e cotas de FIIs que gerou lucro imobiliário de R$ 498 mil, menor que os R$ 766,6 mil de junho, e a gestão reforçou que a expectativa de geração recorrente segue em R$ 0,39 por cota.
A principal novidade do relatório é a aceleração da recompra de cotas do próprio BLMG11. Em junho o fundo havia recomprado pouco mais de 54 mil cotas a cerca de R$ 32,29 cada, e em julho informa como fato subsequente que até o final de agosto já havia recomprado cerca de 220 mil cotas por mais de R$ 7 milhões, com cotas em processo de cancelamento ou já canceladas. O texto sobre a SPE de 100% do fundo usada na desalavancagem e sobre a migração das posições, que estava no relatório de junho, não aparece mais em julho.
Na demonstração de resultado, a receita total caiu de R$ 2,14 milhões em junho para R$ 2,05 milhões em julho, com receita de locação subindo de R$ 367 mil para R$ 384,3 mil, receita de renda fixa subindo forte de R$ 177,7 mil para R$ 417,5 mil e receita de renda variável caindo de R$ 830 mil para R$ 758,5 mil. O saldo antes da distribuição foi de R$ 1,93 milhão ante R$ 1,98 milhão em junho. No balanço, o patrimônio líquido recuou de R$ 215,1 milhões para R$ 213,4 milhões, com a cota patrimonial passando de R$ 46,04 para R$ 45,69, enquanto o valor de mercado subiu de R$ 149 milhões para R$ 161 milhões. As disponibilidades e cotas de FIIs caíram de R$ 177,3 milhões para R$ 175,2 milhões e as contas a receber subiram de R$ 538 mil para R$ 908 mil. O número de cotistas passou de 12.755 para 12.455.
Na rentabilidade da cota na B3, julho teve alta de 9,6% e levou o acumulado do ano para +8,5%, ante -1,0% até junho, revertendo a tendência do primeiro semestre. Com a alta da cota, o diferencial de yield do BLMG11 sobre os comparáveis caiu para 145 pontos-base e sobre a NTN-B de 5 anos para 550 pontos-base, ante 261 e 633 pontos-base em junho. Sobre o portfólio não houve mudança relevante, com o BM Salvador, de 12 mil m² de ABL ocupado por operação de call center do Itaú operada pela Atento, mantido como único ativo 100% de R$ 38,08 milhões, e a regularização da área de terreno CTE segue com status em andamento, igual ao mês anterior.