No relatório de junho de 2026 do BLMG11, o patrimônio líquido fechou em R$ 215,2 milhões, abaixo dos R$ 217,9 milhões registrados em maio, enquanto o valor patrimonial por cota caiu de R$ 46,64 para R$ 46,04. O número de cotas em circulação reduziu de 4.673.000 para 4.645.000, reflexo das recompras realizadas pela gestão, que até o momento somam mais de 54 mil cotas canceladas ou em processo de cancelamento. O valor de mercado da cota subiu ligeiramente de R$ 31,74 para R$ 31,99, e o número de cotistas diminuiu de 13.043 para 12.755.
A distribuição permaneceu em R$ 0,39 por cota, gerando um dividend yield anualizado de 14,6% sobre o preço de mercado, contra 14,7% no mês anterior. No demonstrativo de resultados de junho, houve receita de lucros imobiliários de R$ 766.650 proveniente da rotação de posições na rubrica de disponibilidades e cotas de FIIs, elevando o resultado consolidado para R$ 0,43 por cota antes da distribuição. A gestão reforçou que a expectativa de geração recorrente continua em R$ 0,39 mensais.
O relatório de junho menciona explicitamente a SPE detida 100% pelo fundo, utilizada nas vendas de ativos durante a desalavancagem e que atualmente detém apenas posições líquidas em FIIs. A gestão informa que está avançando na migração dessas posições para o fundo, processo que pode gerar pequeno impacto negativo no patrimônio líquido por cota, porém sem afetar o dividendo mensal. A alavancagem permanece em zero, com o portfólio composto majoritariamente por cotas de FIIs e renda fixa no valor de R$ 177,4 milhões e o imóvel BM Salvador avaliado em R$ 38,1 milhões.
Comparando os balanços, o ativo total reduziu de R$ 218,3 milhões em maio para R$ 216,0 milhões em junho, acompanhando a queda no patrimônio líquido. A receita de locação do imóvel se manteve em R$ 367 mil, enquanto a receita de renda variável apresentou variação conforme a rotação das posições. A gestão continua recomprando cotas do próprio BLMG11 e mantém a distribuição estável, sem alterações na taxa de administração de 0,95% ao ano.