As demonstrações financeiras do BLMG11 em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela PwC com opinião sem ressalvas, mostram patrimônio líquido de R$ 218,6 milhões, queda de 28% em relação aos R$ 303 milhões de 2024. O ativo total reduziu para R$ 218,9 milhões, com caixa e equivalentes em R$ 3,9 milhões, ante R$ 37,1 milhões no ano anterior. A carteira concentra-se em ativos imobiliários, como cotas de fundos como GGRC11 (R$ 95,3 milhões, 43,6% do PL) e ONDV11 (R$ 7,6 milhões), além de investimento em SPE Bluemacaw Portfolio (R$ 73,2 milhões) e imóvel Galpão BM Salvador (R$ 38,1 milhões, 100% locado até 2029). Houve vendas de Galpão Jandira (R$ 66,8 milhões) e Terreno Cabreúva (R$ 45 milhões, integralizado em cotas GGRC11), e quitação de CRI de R$ 60,5 milhões.
O resultado do exercício foi prejuízo de R$ 95 milhões, pior que os R$ 17,1 milhões negativos de 2024, impulsionado por perda de R$ 87,9 milhões em ativos imobiliários, incluindo ajuste negativo a valor justo de R$ 132,3 milhões em imóveis e SPEs, apesar de receitas de aluguéis de R$ 14,1 milhões e dividendos de R$ 90 milhões. Despesas totais somaram R$ 7,2 milhões, com taxa de administração de R$ 1,4 milhão. O patrimônio líquido evoluiu com emissão de R$ 28,5 milhões em novas cotas e distribuição de R$ 17,9 milhões em rendimentos. No fluxo de caixa, atividades operacionais consumiram R$ 53,6 milhões, enquanto financiamento gerou R$ 10,6 milhões.
A rentabilidade foi de -24,4%, com valor unitário da cota em R$ 46,76 (4,67 milhões de cotas), e preços na B3 variando de R$ 26 a R$ 38,25 em 2025. Os imóveis foram avaliados pela Binswanger via capitalização de renda (cap rate 10,5%, taxa desconto 11%), e cotas de FIIs pelo último preço de bolsa. O fundo destaca riscos de mercado, crédito e liquidez, sem operações com derivativos ou demandas judiciais, e segue práticas contábeis da CVM 516/11.