No relatório gerencial de agosto de 2026, o BCRI11 informou a distribuição de rendimentos de R$ 0,75 por cota, apresentando redução em comparação aos R$ 0,80 por cota pagos no mês anterior. O dividend yield mensal foi de 1,30% sobre a cota de mercado, que recuou de R$ 59,89 em julho para R$ 57,50 no encerramento de agosto. As receitas totais do fundo passaram de R$ 5,73 milhões para R$ 5,02 milhões, puxadas principalmente pela retração no resultado de CRI, que foi de R$ 4,26 milhões frente a R$ 4,85 milhões em julho, refletindo o efeito da deflação nos índices do mês (IPCA de -0,32% e IGP-M de -0,22%). Da quantia distribuída, 71% corresponderam a juros e 29% à correção monetária. O patrimônio líquido totalizou R$ 528,40 milhões, com valor patrimonial da cota passando de R$ 85,34 para R$ 84,44.
Em termos de alocação e liquidez, o BCRI11 encerrou agosto com R$ 59,41 milhões em caixa, equivalentes a 11,05% da carteira, dos quais R$ 21,09 milhões estavam alocados em operações compromissadas. No mês, foi realizada a compra de R$ 4,50 milhões do CRI Serra II, nova série atrelada a galpão logístico e remunerada a IPCA + 8,20% ao ano, que compartilha garantias com o CRI Serra Zavi11. A carteira consolidada manteve 90,96% em CRI, 7,13% em fundos de liquidez e 1,91% em cotas de outros FIIs. A duration média ficou em 3,23 anos e o LTV médio em 58,76%, com 79,9% dos ativos indexados ao IPCA (taxa média de IPCA + 7,95% ao ano) e 16,8% referenciados ao CDI.
O período registrou eventos relevantes na carteira de crédito. O CRI RZK (0,77% da carteira) passou à condição de inadimplente após a controladora da devedora entrar em processo de recuperação judicial, o que decretou o vencimento antecipado e levou a securitizadora a reter cautelarmente as receitas locatícias. O CRI Villa de Gaia (0,17% da carteira) também registrou inadimplência por falta de liquidação da parcela final em seu vencimento em agosto, com previsão de negociação de prazo adicional. No CRI PHV (3,10% da carteira), foi aprovado waiver para suspensão de pagamentos de juros e amortizações até fevereiro de 2027, com extensão do vencimento de 2031 para 2033 e elevação da taxa em 0,25% ao ano. Já o CRI Pesa teve prorrogado até outubro de 2026 o prazo para a alienação do imóvel em garantia. Com essas alterações, o volume de operações inadimplentes ou em processo de recuperação alcançou 14,38% da carteira, enquanto as operações sob regime de waiver totalizaram 6,32%.