No relatório gerencial de setembro de 2026, o BCRI11 reportou a distribuição de rendimentos de R$ 0,74 por cota, valor ligeiramente inferior aos R$ 0,75 por cota distribuídos no mês anterior. Esse montante representou um dividend yield mensal de 1,34% sobre a cota de mercado de R$ 55,35, contra 1,30% em agosto, quando a cota estava em R$ 57,50. A composição dos proventos foi formada por 72% de juros e 28% de correção monetária. O resultado líquido do período totalizou R$ 4,65 milhões, frente a R$ 4,70 milhões apurados em agosto, enquanto o patrimônio líquido encerrou em R$ 530,96 milhões, com valor patrimonial de R$ 84,85 por cota.
Na gestão de ativos, o fundo realizou a compra no mercado secundário de cerca de R$ 5,0 milhões do CRI Almeida Júnior na série CDI, com taxa de CDI + 1,20% ao ano e vencimento em dezembro de 2031. O gestor comunicou ainda que, nos primeiros dias de outubro, adquiriu R$ 9,9 milhões em um CRI residencial com taxa de CDI + 1,00% ao ano, além de manter outros dois papéis em análise no pipeline. O objetivo informado pela gestão é utilizar os recursos em caixa, que somavam R$ 58,07 milhões ao fim de setembro correspondendo a 10,75% do patrimônio, para reduzi-lo a menos da metade até o início de 2027.
O relatório trouxe alterações relevantes na frente de crédito. O percentual de operações inadimplentes, em renegociação ou sob recuperação de crédito subiu de 14,38% em agosto para 16,96% em setembro. A principal novidade negativa foi a entrada do CRI Circuito das Compras no quadro de inadimplência, representando 2,75% da carteira, após o não pagamento da parcela do mês. Em contrapartida, o CRI Villa de Gaia, que representava 0,17% e estava inadimplente, teve seu saldo residual integralmente quitado na primeira semana de outubro, devendo deixar a carteira no próximo informe.
No CRI Pesa, houve avanço com a aprovação de dação em pagamento de um galpão para quitar a série 301 e posterior emissão de um novo CRI lastreado em contrato de locação com varejista, enquanto a série 302 receberá garantia de terrenos. Já nas obras, o CRI Felicitá teve a empresa de monitoramento substituída após divergências em medições, postergando a conclusão prevista para dezembro de 2026, com 83% de execução física reportada. A carteira total do BCRI11 encerrou o período alocada em 91,51% em CRIs, 6,66% em fundos de liquidez e 1,83% em FIIs, com duration média de 3,22 anos, LTV médio de 58,54% e 79,3% dos ativos indexados ao IPCA com taxa média de 7,91% ao ano.