O fundo BCIA11, um FII de fundos imobiliários gerido pela BRAM e administrado pelo Banco Bradesco, apresentou retorno de 21,33% na cota patrimonial em 2025, superando o IFIX em 19 pontos base, com valorização e distribuições de rendimentos. Durante o ano, o fundo adquiriu cotas de diversos FIIs como BBIG11, BRCO11, BTLG11, HGBS11, KNCR11 e XPML11, entre outros, totalizando investimentos acima de R$ 100 milhões financiados por caixa disponível, visando renda e ganho de capital. Não possui imóveis diretos na carteira, sem processos judiciais relevantes.
A conjuntura econômica de 2025 mostrou melhora, com Selic em 15% ao fim do ano, IPCA de 4,26% e IFIX valorizando 21,15%, impulsionado por setores como agro, agências bancárias, shopping centers e escritórios, enquanto recebíveis e hospedagem tiveram desempenho mais fraco. Indicadores operacionais melhoraram, com queda na vacância de escritórios e galpões logísticos e vendas fortes em shops. A carteira do BCIA11 encerrou com 62% em FIIs de tijolo (lajes 23,5%, shops 16%, galpões 12,2%) e 38% em recebíveis (37,6%), após aumentar exposição a tijolo de 50% para 62% antevendo cortes na Selic em 2026.
Para exercícios futuros, a gestão planeja diversificação geográfica e setorial em FIIs de escritórios, galpões, shops, varejo e recebíveis, podendo incluir CRI e LCI, com monitoramento ativo de preços e cenários. A distribuição de cotistas é pulverizada, com 82,94% em faixas até 5% das cotas. Taxa de administração e gestão somaram 0,41% sobre o patrimônio, sem representante de cotistas ou formador de mercado.