No mês de abril de 2026 o patrimônio líquido do BCIA11 atingiu R$ 385,4 milhões, contra R$ 383,9 milhões em março. A cota patrimonial subiu para R$ 103,64, enquanto a cota de mercado fechou em R$ 96,68, resultando em um múltiplo P/VP de 0,93x. A cota patrimonial valorizou 1,24% no mês, abaixo dos 1,53% registrados pelo IFIX, e acumula alta de 3,84% no ano. Já a cota de mercado avançou 4,47% em abril, acumulando 12,96% em 2026.
O fundo manteve a distribuição em R$ 0,86 por cota, igual à de março, o que gerou um dividend yield anualizado de 11,2% considerando a cota de mercado. Nos últimos doze meses o BCIA11 distribuiu R$ 10,22 por cota. O resultado de abril foi de R$ 0,87 por cota, com os rendimentos de FIIs respondendo pela maior parte e os juros trimestrais de CRI contribuindo positivamente.
Na composição da carteira, a exposição a fundos de CRI ficou em 41,0% do PL, estável em relação a 41,1% do mês anterior. Os 59,0% restantes permaneceram alocados em ativos de tijolo. Dentro desse ajuste tático, o gestor aumentou a posição em KNIP11, que passou a ser a maior exposição do fundo, com 6,2% do PL. Também aumentou a fatia em shopping centers e fundos híbridos, enquanto reduziu a exposição a escritórios e FOFs. O giro de carteira caiu para R$ 26 milhões, ou 6,8% do PL, ante R$ 47,7 milhões em março.
O duplo desconto do BCIA11 recuou para 16% em abril, contra 19,7% em março. O desconto entre cota de mercado e cota patrimonial caiu de 9,5% para 6,7%, enquanto o desconto médio dos fundos que compõem a carteira passou de 11,3% para 9,9%. A liquidez média diária do BCIA11 subiu para R$ 630 mil, acima dos R$ 460 mil de março e da média de 2025.
O cenário macro continuou marcado pela incerteza no Oriente Médio, com efeitos inflacionários mais persistentes. O gestor optou por manter a postura defensiva adotada em março, priorizando ativos de CRI indexados à inflação, especialmente aqueles com regime de competência que capturam mais rapidamente os IPCAs mensais elevados. Os dados do mercado de galpões logísticos do 1T26 mostraram vacância em queda para 6,50% no Brasil e alta no preço pedido para R$ 30,24 por m².