No relatório de junho de 2026 do BCIA11, referente ao mês de maio, a cota patrimonial registrou queda de 0,98%, enquanto o IFIX caiu 1,33%, resultando em desempenho superior de 35 pontos base em relação ao índice. No mês anterior, abril, a cota patrimonial havia subido 1,24% contra alta de 1,53% do IFIX. No acumulado do ano até maio, a cota patrimonial do BCIA11 valorizou 2,82%, contra 2,71% do IFIX.
A alocação setorial permaneceu estável em 41% em fundos de recebíveis imobiliários e 59% em fundos de tijolo. Entre as alterações da carteira em maio, a exposição a galpões logísticos subiu de 13,2% para 16% do PL, com a entrada na oferta do BTLG11, que passou a representar 3,1% do PL. A posição no KNIP11 aumentou de 6,2% para 6,7% do PL, mantendo-se como a maior do fundo. Houve redução na participação de shopping centers, de 12,1% para 11,5%, e no segmento misto, de 3,3% para 2,1%.
A distribuição de rendimentos foi mantida em R$ 0,86 por cota, elevando o dividend yield anualizado para 11,8% sobre a cota de mercado. No mês anterior, o yield ficava em 11,2%. O resultado mensal por cota passou de R$ 0,87 em abril para R$ 0,91 em maio, impulsionado principalmente por rendimentos de FIIs de CRI.
A cota de mercado do BCIA11 caiu 4,1% em maio, após alta de 4,5% em abril. O duplo desconto aumentou de 16% em abril para 21% em maio, com o desconto da cota de mercado em relação à patrimonial subindo de 6,7% para 9,7%. A liquidez média diária recuou de R$ 630 mil em abril para R$ 510 mil em maio.
No cenário apresentado, o relatório menciona a continuidade do conflito no Oriente Médio, elevação das projeções de IPCA para 5,3% em 2026 no Focus e manutenção da Selic em 14,5% após o corte de 25 pontos base em abril. A expectativa do gestor permanece de que o Fed não corte juros em 2026.