BCIA11

BRADESCO CARTEIRA IMOBILIÁRIA ATIVA - FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

14/04/2026

Entrega

14/04/2026 18:37

Resumo

No relatório de março/2026, o IFIX caiu 1,06%, acumulando alta de 2,52% no ano, impactado pelo conflito no Oriente Médio com fechamento do Estreito de Ormuz, alta do petróleo e expectativa de cortes mais lentos da Selic, que foi reduzida em 25pp para 14,75% aa pelo Copom. A cota patrimonial do BCIA11 recuou 0,75%, superando o IFIX em 0,31pp, enquanto a cota de mercado caiu 3,36%, com acumulado anual de 8,12%. Comparado a fevereiro/2026, quando a cota patrimonial subiu 0,78% e a de mercado 2,32%, houve reversão no desempenho mensal.

O gestor ajustou a carteira rapidamente devido à aversão ao risco, elevando a alocação em fundos de recebíveis imobiliários para 41,1% do PL (37,4% em FII de CRI e 3,7% em CRI direto), ante 34,2% em fevereiro, reduzindo os fundos de tijolo para 58,9% do PL (vs 65,8%). O giro foi de R$ 47,7 milhões, ou 12,4% do PL, maior que os R$ 22,5 milhões (5,8% PL) do mês anterior. Nas compras, priorizou FII de CRI indexados a IPCA (KNIP11, MCCI11, KNHY11, HGCR11), CRI em CDI com liquidez (KNCR11) e logística (BRCO11). Vendas focaram fundos de tijolo bem precificados ou com menor expectativa de alta nos dividendos.

A composição setorial em março mostra lajes corporativas em 24,7%, galpões logísticos 13,8%, shoppings 10,5%, FOFs 4,3%, agências 2,3%, misto 2,2% e educacional 1,1%. Maiores posições incluem BRCO11 (4,7%), JSRE11 (4,4%) e KNIP11 (4,4%), com BRCO11 em destaque por portfólio de 591 mil m², vacância de 6,7% e recente elevação de distribuição para R$ 0,92/cota. Em fevereiro, shoppings lideravam com 15,9% e PCIP11 era a maior posição (4,5%).

A distribuição foi mantida em R$ 0,86 por cota, com dividend yield anualizado de 11,6% aa sobre cota de mercado (vs 11,1% em fevereiro), e R$ 10,20/cota nos últimos 12 meses (DY 10,9% aa). O resultado foi R$ 0,84/cota, com rendimentos de FII em R$ 0,84, ganho de capital R$ 0,05 e despesas R$ 0,05, distribuindo 102% do resultado líquido.

O patrimônio líquido caiu para R$ 383,9 milhões (cota patrimonial R$ 103,22), ante R$ 390 milhões (R$ 104,86) em fevereiro. O duplo desconto subiu para 19,7% (de 16,4%), com desconto da cota de mercado para patrimonial em 9,5% (vs 7%) e da carteira em 11,3% (vs 10,1%). Liquidez média diária foi R$ 460 mil, abaixo dos R$ 570 mil de fevereiro, mas 12% acima da média de 2025.