No relatório de janeiro de 2026 do BBIG11, a distribuição de rendimentos manteve-se em R$ 0,085 por cota, com dividend yield de 1,12%, equivalente a 96,16% do CDI líquido de IR, calculado sobre o valor de mercado de novembro. Isso compara com R$ 0,085 e 1,17% no relatório anterior de dezembro de 2025.
As receitas imobiliárias saltaram para R$ 15,564 milhões, refletindo os resultados de dezembro nos shoppings, contra R$ 10,699 milhões no mês anterior. Rio Sul contribuiu com R$ 7,622 milhões (vs R$ 5,334 milhões), Pátio Higienópolis com R$ 3,811 milhões (vs R$ 2,391 milhões) e Pátio Paulista com R$ 4,131 milhões (vs R$ 2,973 milhões). O resultado líquido foi de R$ 12,931 milhões, acima dos R$ 10,626 milhões anteriores, mas despesas subiram para R$ 3,074 milhões, incluindo R$ 2,311 milhões em despesas financeiras novas.
A base de cotistas cresceu 2,43% para 36.269, contra 35.409 no relatório anterior. O patrimônio líquido caiu para R$ 967,3 milhões, de R$ 974,1 milhões. Volume negociado foi de R$ 21 milhões em janeiro, com 55 mil transações, menor que os R$ 23,4 milhões e 143 mil de dezembro.
A composição da carteira segue com 96,5% em shoppings (Rio Sul 48,55%, Pátio Higienópolis 20,70%, Pátio Paulista 27,26%) e 3,49% em títulos públicos, leve ajuste ante 97% e 3,27% no anterior. Obrigações futuras permanecem inalteradas, com CRIs de R$ 257 milhões e R$ 141 milhões a 103% do CDI.
Destacam-se vendas de ativos: além da divulgada em dezembro de 9% do Pátio Higienópolis por R$ 236 milhões (conclusão no 1T26), novo fato relevante de 12 de fevereiro de 2026 informa venda de 9% do Pátio Paulista por R$ 227 milhões, gerando juntos R$ 10 milhões em ganho de capital para amortizar CRIs. Há AGE convocada para venda de mais 4,5% do Pátio Paulista à Iguatemi por R$ 113,5 milhões (70% à vista até abril de 2026, saldo parcelado), com votação até 13 de março. Avançam desinvestimentos adicionais até R$ 600 milhões no semestre.
Operacionalmente, ocupação média atingiu 99,2% em dezembro de 2025 (vs 97,4% em novembro), com vendas totais anuais de 2025 crescendo 6,3% e margens NOI de 95,33%. Para 2025 completo: Rio Sul vendas R$ 1,960 bilhão (+9,3%), Pátio Higienópolis R$ 1,69 bilhão (+6,8%), Pátio Paulista R$ 1,6 bilhão (+3,9%).
O gestor sinaliza expectativa de dividendos próximos a R$ 0,07 por cota daqui em diante, mais alinhados à geração recorrente de caixa após redução de alavancagem e normalização de eventos não recorrentes. Para 2026, visão de cenário favorável com possível corte de juros, foco em eficiência e redução de CRIs.