No mês de junho de 2026, o BBGO11 reduziu a distribuição de rendimentos para R$ 0,80 por cota, ante R$ 0,85 em maio, com o dividend yield passando de 1,19% para 1,16%. O gestor justificou a decisão pela necessidade de manter postura prudente diante de um mercado de crédito mais seletivo e volátil, priorizando a preservação da qualidade do portfólio e a previsibilidade dos fluxos de caixa.
A liquidez do fundo subiu para 35,19% do patrimônio líquido em junho, contra 33,16% no mês anterior, enquanto a exposição em CRAs indexados ao CDI recuou ligeiramente para 43,29% (yield médio de CDI + 1,64% a.a.), a parcela atrelada ao IPCA passou a 16,76% (IPCA + 10,35% a.a.) e a prefixada permaneceu em torno de 3,30%. O yield geral da carteira ficou acima de CDI + 1,59% a.a., com duration média próxima de 548 dias úteis.
O patrimônio líquido diminuiu para R$ 377,8 milhões em junho, de R$ 379,7 milhões em maio, e o número de cotistas recuou de 11.764 para 11.641. A cota patrimonial apresentou rentabilidade de 0,32% no mês, inferior aos 1,53% registrados em maio, e o yield equivalente atingiu 103,33% do CDI sobre o valor de mercado.
Um evento destacado no relatório de junho foi o provisionamento integral da exposição à Prime Agro, que representava cerca de 0,84% do PL. A empresa entrou em recuperação judicial, o que levou a gestão a adotar medida conservadora para refletir a nova condição do ativo.
A composição setorial mostrou leve ajuste, com serviços financeiros em 36,64% do PL em junho, ante 34,6% em maio, enquanto a cadeia de bioenergia (sucroenergético e etanol de milho) se manteve próxima de 26%. O gestor reforçou o acompanhamento próximo de emissores em segmentos mais sensíveis, como insumos agrícolas, e destacou a diversificação entre mais de 35 emissores.
O relatório confirma a formação do El Niño em junho de 2026, com projeções de chuvas abaixo da média em partes do Centro-Oeste, Norte e Nordeste, adicionando fator de monitoramento para a produtividade de culturas como milho e cana. A visão do gestor permanece construtiva para o médio e longo prazo, sustentada pelos fundamentos do agronegócio brasileiro, mas com maior seletividade no curto prazo.