BBGO11

BB FUNDO DE INVESTIMENTO DE CRÉDITO FIAGRO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Inativo

Referência

30/06/2026

Entrega

20/07/2026 11:17

Resumo

No mês de junho de 2026, o BBGO11 registrou queda na distribuição por cota, passando de R$0,85 em maio para R$0,80, o que reduziu o dividend yield de 1,19% para 1,16%. O gestor justificou a redução pela necessidade de preservar a qualidade do portfólio e a previsibilidade dos fluxos de caixa em um cenário de crédito mais seletivo e com maior número de pedidos de recuperação judicial no agronegócio. A rentabilidade da cota patrimonial também recuou, de 1,53% em maio para 0,32% no mês.

O evento mais relevante do relatório é o provisionamento integral da exposição à Prime Agro, que representava cerca de 0,84% do patrimônio líquido. A empresa entrou em recuperação judicial, com descumprimento de covenants e deterioração do perfil de risco, levando a gestora a adotar postura conservadora e manter acompanhamento conjunto com a securitizadora e o agente fiduciário.

A liquidez subiu de 33,16% em maio para 35,19% do PL, reforçando a posição defensiva. A composição da carteira mostrou pequenas variações: a parcela indexada ao CDI ficou em 43,29% a 44,74% do PL, com yield médio de CDI +1,66% a mercado; a exposição ao IPCA representou 16,76%, com yield de IPCA +10,35%; a prefixada foi de 3,30%, com yield de 15,56%; e os FIDCs FIAGRO somaram 1,45%, com yield de CDI +2,9%. O fundo manteve mais de 35 emissores e duration média próxima de 548 dias úteis.

O patrimônio líquido caiu ligeiramente, de R$379,7 milhões em maio para R$377,8 milhões em junho, assim como o número de cotistas, que passou de 11.764 para 11.641. A cota de mercado continuou negociada com desconto de aproximadamente 26,8% em relação à patrimonial.

O gestor destacou a confirmação da formação do El Niño em junho de 2026, com risco de chuvas abaixo da média no Centro-Oeste, Norte e Nordeste e excesso no Sul, e reforçou o foco em monitoramento de emissores específicos e emissores de alta qualidade. A visão permanece construtiva para o médio e longo prazo, sustentada em fundamentos estruturais do agronegócio, mas com maior seletividade no curto prazo.

Os dados de produção e preços foram atualizados com projeções mais recentes, como produção de grãos em 358,6 milhões de toneladas na safra 2025/26 e VBP agropecuário de R$1,419 trilhão para 2026, indicando desaceleração. A estratégia de alocação não apresentou mudanças significativas, mantendo diversificação setorial com destaque para serviços financeiros, sucroenergético e cooperativas.