O informe anual do BBGO11, administrado pela BB Gestão de Recursos DTVM S.A. e com custódia do Banco do Brasil, detalha que em 2025 o fundo realizou aquisições de diversos CRAs e operações compromissadas no valor total de cerca de R$ 10,9 bilhões, todos financiados por reinvestimentos, visando compor a carteira e gerar rentabilidade para os cotistas. O documento também apresenta os prestadores de serviços envolvidos, como o formador de mercado e o auditor, além de confirmar que o fundo negocia suas cotas em bolsa na B3 e segue um prazo de duração indeterminado.
No exercício de 2025, foram distribuídos rendimentos de R$ 10,74 por cota, com uma valorização de 2,99% na cota patrimonial. O gestor destaca o forte desempenho do agronegócio brasileiro no período, marcado por safra recorde de grãos, exportações históricas próximas a US$ 169 bilhões e expansão do PIB do setor, apesar de desafios como juros elevados e volatilidade de preços. A política de distribuição prevê rendimentos mensais baseados nos resultados de caixa e contábeis, com taxa de administração fixa de 0,85% ao ano sobre o patrimônio líquido.
Para 2026, o programa de investimentos prioriza a compra de CRAs no mercado primário e secundário, com foco em ativos que atendam aos critérios de risco e retorno do fundo, reduzindo gradualmente a participação em operações de maior liquidez. O gestor avalia o cenário como positivo para os principais subsetores alocados, impulsionados pela posição do Brasil no mercado global de alimentos e pela transição energética, embora recomende maior seletividade diante de riscos climáticos e de commodities. O documento ainda lista os principais riscos da classe, como os de crédito, liquidez e regulatórios.