O relatório apresenta as demonstrações contábeis auditadas do fundo AZPL11, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2025, com opinião sem ressalvas dos auditores da RSM, que destacam a adequação às práticas contábeis brasileiras para FIIs. O patrimônio líquido alcançou R$ 359,9 milhões, ante R$ 177,8 milhões em 2024, com ativo total de R$ 363,4 milhões. A carteira é composta principalmente por cotas de fundos de investimento imobiliário (48% do PL, como AZPR11 e AZ Quest Panorama Urdi Jandira), certificados de recebíveis imobiliários (CRIs, 21%), e imóveis logísticos em Franco da Rocha-SP (28%, avaliados em R$ 99,3 milhões pela CBRE). Os principais assuntos de auditoria foram a existência e valorização desses ativos.
No resultado do exercício, o AZPL11 registrou lucro líquido de R$ 31 milhões (R$ 0,31 por cota), impulsionado por receitas de aluguéis de R$ 7,6 milhões (locados à Mercado Livre e Caoa Chery), ganhos com CRIs de R$ 10,7 milhões e com cotas de FIIs de R$ 13 milhões, após despesas de R$ 2,6 milhões com gestão e administração. O fluxo de caixa operacional foi positivo em R$ 5,6 milhões, mas as atividades de investimento geraram saída de R$ 22,3 milhões, compensada por financiamento de R$ 26,2 milhões via emissões de cotas (incluindo 3ª oferta de R$ 178 milhões a R$ 7,50/cota e dação de ativos).
O fundo distribuiu R$ 26,8 milhões em rendimentos (94,9% do ajustado pelo regime de caixa, abaixo do mínimo de 95% exigido, conforme ênfase dos auditores), com saldo a distribuir de R$ 3,1 milhões. As cotas AZPL11 negociaram na B3 com preço de fechamento de R$ 7,73 em 31/12/2025 (contra R$ 6,70 em 2024), e o valor patrimonial por cota foi R$ 8,58. O fundo, iniciado em junho de 2024 e administrado pelo Banco Daycoval com gestão da AZ Quest Panorama, foca em ativos logísticos para renda e ganho de capital, sem contingências ou derivativos.