As demonstrações financeiras do fundo ARRI11 em 31 de dezembro de 2025, auditadas pela PwC com opinião sem ressalvas, mostram um patrimônio líquido de R$ 173,2 milhões, queda de 1,3% em relação aos R$ 175,5 milhões de 2024. O ativo total foi de R$ 176 milhões, com 92% em ativos imobiliários, sendo 77% em certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e 15% em cotas de fundos imobiliários como AROK FII, RECD11 e outros. Caixa e equivalentes caíram para R$ 3,6 milhões, enquanto o passivo circulante subiu para R$ 2,8 milhões, principalmente lucros a distribuir.
O resultado líquido do exercício atingiu R$ 20,3 milhões, mais que o dobro dos R$ 10,2 milhões de 2024, equivalente a R$ 0,98 por cota ante R$ 0,49. Receitas vieram principalmente de CRIs (R$ 23,9 milhões), com despesas de R$ 4,1 milhões, incluindo taxa de performance de R$ 1,9 milhão e gestão de R$ 1,6 milhão, totalizando 2,3% do PL médio. O fundo distribuiu R$ 22,4 milhões em rendimentos, superando 95% do lucro pelo regime de caixa, com valor da cota em R$ 8,36 e rentabilidade de 11,8%, mas cotação de mercado fechou em R$ 6,85, após queda de R$ 8,18 em 2024.
A carteira de CRIs inclui emissões de securitizadoras como Travessia, True e Reit, com indexadores IPCA e CDI, sem provisões para perdas em 2025. O fluxo de caixa operacional foi negativo em R$ 3 milhões, mas investimentos geraram entrada líquida de R$ 18,9 milhões via amortizações. Em 2025, houve alteração no regulamento para responsabilidade limitada e aumento do capital autorizado para R$ 5 bilhões, ajustado por IPCA, sem operações com derivativos ou demandas judiciais.