No relatório de fevereiro de 2026 do ARRI11, o gestor destaca uma reviravolta no cenário global com o início do conflito entre Irã e EUA/Israel, elevando preços de petróleo e fertilizantes e gerando incertezas sobre a queda de juros no Brasil, mas espera solução rápida e postergação do otimismo. O fundo manteve dividendos em R$ 0,09 por cota, com dividend yield de 1,28% no mês, anualizado em 16,47% e LTM em 15,34%, ante 1,35%, 17,48% e 16,22% em janeiro; a cota patrimonial caiu para R$ 8,36 de R$ 8,38.
A carteira registrou 20 ativos de crédito, ante 21 em janeiro, com taxa média IPCA+ em 11,64% (era 11,61%) e CDI+ em 5,02% (5,00%). A composição por PL mostra crédito em 79,4% (80,3%), FI em 17,9% (18,1%) e caixa em 2,75% (1,62%), com high yield subindo para 85,8% (84,3%). No portfólio, AROK segue em 11,84% (11,83%), RECD11 caiu para 1,22% (1,37%) e LIFE11 para 0,33% (0,43%); o ativo SOCICAM (21G0707741, 1,26% em janeiro) saiu da lista principal, enquanto saldos MTM de RAPOSO, Sante e outros tiveram leves aumentos, como RAPOSO para R$ 13,1 milhões.
No DRE gerencial, o resultado líquido foi R$ 1,616 milhão em fevereiro, ante R$ 1,667 milhão em janeiro, com juros de CRIs em R$ 1,086 milhão (R$ 1,177 milhão), mas ganhos de capital/outros subiram para R$ 698 mil (R$ 660 mil); despesas aumentaram para R$ 298 mil (R$ 294 mil), mantendo distribuição estável em R$ 0,09. Tendência mostra resultados brutos e líquidos em leve declínio nos últimos meses, de R$ 1,988 milhão em dezembro para R$ 1,914 milhão em fevereiro.
O ARRI11 valorizou 6,67% em fevereiro, superando o IFIX em 3,46%, com cota negociada a 83,30% do VP (era 78,63% em janeiro); liquidez no secundário foi 3,2% do total de cotas (4,5% em janeiro). Diversificação geográfica e setorial manteve 8 estados e 5 setores, com SP em 36,2% (37%) e loteamento em 27,9% (27,4%). Ipatinga segue com provisões de PDD de 60% e execução de garantias em andamento, sem atualizações novas. A estratégia de CRIs high yield e alocação tática em FIIs permanece inalterada.