XPSF11

XP SELECTION FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

29/09/2026 11:03

Resumo

No relatório gerencial de agosto de 2026, o XPSF11 manteve a distribuição de rendimentos estável em R$ 0,07 por cota, com o resultado financeiro apurado pelo regime de caixa ficando em R$ 0,069 por cota, totalizando R$ 2,99 milhões, ligeiramente abaixo dos R$ 3,02 milhões registrados em julho. Com a distribuição superando sutilmente o resultado do mês, o fundo distribuiu o equivalente a 101,2% dos lucros apurados no semestre. O dividend yield anualizado fechou em 16,36%, apresentando retração em relação aos 17,34% do mês anterior, reflexo direto da valorização da cota no mercado secundário.

No mercado secundário, a cota ex-rendimentos do XPSF11 avançou de R$ 6,07 para R$ 6,41, elevando a relação de preço sobre valor patrimonial (P/VP) de 0,80 para 0,84. A cota patrimonial manteve-se estável em R$ 7,61, enquanto o valor patrimonial ajustado, que considera o patrimônio dos FIIs investidos, ficou em R$ 9,15. Esse movimento reduziu o desconto da cota de mercado em relação à cota patrimonial ajustada de 51,2% em julho para 42,7% em agosto. Destaca-se também o salto na liquidez média diária negociada, que passou de R$ 303 mil para R$ 722 mil, acompanhado por uma leve redução na base de cotistas, de 53.302 para 52.881 investidores.

Quanto à atuação da gestão, a postura continuou sendo de preservação de caixa e cautela frente à volatilidade esperada com a proximidade do período eleitoral e o cenário externo. O relatório trouxe como destaque uma posição explicativa sobre o TRXF11, no qual a gestão informou que já vinha reduzindo sua exposição devido a mudanças estratégicas e grandes emissões do fundo, mantendo atualmente cerca de 1,2% do portfólio no ativo e pretendendo continuar a redução conforme as condições de mercado. No giro de FIIs, foram realizadas compras pontuais de IRIM11 (R$ 0,3 milhão) e HGCR11 (R$ 0,1 milhão), além de vendas em TRBL11 (R$ 0,3 milhão), KNHF11 (R$ 0,1 milhão) e ALZR11 (R$ 0,1 milhão).

A carteira encerrou o período alocada em 86% em cotas de FIIs, 13% em Certificados de Recebíveis Imobiliários diretos e 1% em caixa, proporção muito similar à observada em julho. Na segmentação, a exposição concentra-se em ativos de CRI com 35%, galpões logísticos com 22%, escritórios com 17% e shopping centers com 12%. A carteira direta de CRIs permaneceu estável com as mesmas dez operações, somando R$ 42,1 milhões ou 13,09% do patrimônio líquido, dividida entre taxas pós-fixadas atreladas ao CDI e parcelas corrigidas por IPCA.