XPSF11

XP SELECTION FUNDO DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - FII

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/07/2026

Entrega

22/09/2026 20:10

Resumo

O XPSF11 manteve a distribuição em R$ 0,07 por cota em julho, com pagamento em 14/08/26 para quem detinha a cota em 31/07/26, repetindo o valor de junho. Com a queda da cota de mercado, o yield anualizado subiu de 16,67% para 17,34%. A cota de mercado ex-proventos recuou de cerca de R$ 6,37 em junho para cerca de R$ 6,07 em julho, enquanto a cota patrimonial ex-proventos passou de R$ 7,65 para R$ 7,61. Com isso o desconto do P/VP passou de 0,82 para 0,80. O patrimônio líquido caiu levemente de R$ 331,1 milhões para R$ 329,6 milhões, o número de cotistas caiu de 53.823 para 53.302 e a liquidez média diária caiu de R$ 386 mil para R$ 303 mil, com giro de 2,61% das cotas no mês contra 2,98% em junho.

No resultado em regime de caixa, o XPSF11 apurou R$ 3,02 milhões em julho contra R$ 3,10 milhões em junho, equivalente a R$ 0,070 por cota contra R$ 0,072 no mês anterior. As receitas totais caíram de R$ 3,34 milhões para R$ 3,27 milhões, com alta nos rendimentos de FIIs de R$ 2,62 milhões para R$ 2,73 milhões e queda nos ganhos de capital de FIIs de R$ 76,6 mil para R$ 8,0 mil e nos rendimentos de CRIs de R$ 515,8 mil para R$ 459,3 mil, enquanto a receita de LCI e renda fixa subiu de R$ 21,0 mil para R$ 74,8 mil. As despesas subiram levemente para R$ 248,4 mil. No semestre o fundo informa ter distribuído o equivalente a 100,4% do lucro em caixa.

Na carteira, a principal mudança foi o uso do caixa para ampliar a posição em crédito direto. A alocação passou de 86% em FIIs, 10% em CRIs e 3% em caixa em junho para 85% em FIIs, 13% em CRIs e 1% em caixa em julho. O gestor informa que após o vencimento do CRI Direcional, os recursos foram realocados em dois CRIs novos, o CRI Cury a IPCA mais 8,33% ao ano e o CRI Grupo Mateus a CDI mais 1,00% ao ano, ambos adquiridos em julho. O volume total em CRIs subiu de R$ 35,3 milhões para R$ 42,1 milhões. Nos FIIs, as movimentações foram pontuais, com compras de cerca de R$ 0,3 milhão em MXRF11, R$ 0,3 milhão em KNIP11 e R$ 0,2 milhão em XPLG11, e venda de cerca de R$ 0,2 milhão em TRBL11. Por setor, a exposição a CRIs e logística ficou estável em 35% e 21%, escritórios caiu de 18% para 17% e shopping subiu de 12% para 13%. O relatório mantém o destaque para o duplo desconto, com a cota de mercado 25,4% abaixo da patrimonial e a patrimonial ajustada pelos valores patrimoniais dos FIIs investidos em R$ 9,18, o que representa potencial total de 51,2% contra 48,1% no mês anterior.

Na visão do gestor do XPSF11, julho foi de maior aversão a risco, com IFIX em queda de 0,32% após queda de 1,21% em junho, com fundos de recebíveis praticamente estáveis sustentados por CDI e inflação e fundos de tijolo em recuo, principalmente lajes corporativas. O time diz ter optado por preservar caixa neste momento e segue com perfil relativamente mais conservador e preferência por FIIs de CRIs de gestoras estruturadas e papéis high grade e middle risk. Para os próximos meses, a expectativa é de continuidade de um segundo semestre mais volátil com aproximação das eleições, estímulos fiscais, inflação e cenário externo ainda incerto ligado a energia e juros longos nos EUA.