No relatório gerencial de agosto de 2026, o XPCI11 anunciou uma distribuição de rendimentos de R$ 0,90 por cota, valor inferior aos R$ 0,93 por cota distribuídos em julho. Apesar da redução no pagamento aos cotistas, o resultado líquido apurado sob regime de caixa subiu de R$ 0,88 para R$ 0,91 por cota, totalizando R$ 7,94 milhões. Esse descompasso favorável permitiu a ampliação da reserva acumulada de correção monetária do fundo, que passou de R$ 5,39 milhões (R$ 0,62 por cota) em julho para R$ 6,05 milhões (R$ 0,69 por cota) em agosto. O rendimento distribuído correspondeu a um yield mensal de 1,14% e um retorno de 122,45% do CDI no período, considerando o gross-up tributário.
Em relação à gestão de portfólio, após a aquisição relevante de R$ 25 milhões do CRI Cury realizada em julho, a atividade no mercado secundário em agosto foi mais pontual. A principal movimentação informada pelo gestor foi o acréscimo de R$ 2,00 milhões de exposição no CRI JK Square, ativo lastreado em laje corporativa na cidade de São Paulo, elevando o volume alocado nesse papel para R$ 42,20 milhões (5,54% do patrimônio líquido). O portfólio encerrou o mês alocado em 49 CRIs e 3 FIIs, perfazendo R$ 763 milhões investidos nas estratégias do fundo e R$ 7,14 milhões em ativos de liquidez.
A composição setorial e por classe de ativos permaneceu estável. O patrimônio do XPCI11 está dividido em 93,52% em CRIs, 6,14% em cotas de FIIs, 0,94% em liquidez e 0,52% em debêntures remanescentes de Casas Bahia. A cesta de FIIs manteve-se inalterada, concentrada em GARE11, GCRI11 e PSEC11. Do lado dos indexadores de crédito, a carteira de CRIs permanece concentrada em IPCA (91,26% do book) com taxa média de compra de IPCA + 7,27% ao ano, enquanto a fatia pós-fixada (8,74%) apresenta taxa média de CDI + 2,46% ao ano. Vale pontuar que o índice de razão de garantia (LTV médio) reportado aumentou de 44% em julho para 47,97% em agosto. Os maiores setores da carteira continuam sendo Varejo Alimentício (32%), Incorporação Vertical (17%) e Shoppings (13%).
No mercado secundário de cotas, a cotação a mercado do XPCI11 recuou de R$ 82,54 em julho para R$ 79,10 no final de agosto. Como o valor patrimonial da cota oscilou positivamente de R$ 87,06 para R$ 87,61, houve uma expansão no deságio de mercado em relação ao patrimônio do fundo. Paralelamente, o volume médio diário negociado teve ligeira alta, alcançando R$ 1,84 milhão frente a R$ 1,72 milhão no mês anterior, enquanto a base de cotistas registrou leve declínio, saindo de 83.479 investidores para 82.834 ao término de agosto.
Em seu comentário, a gestão contextualizou o aumento da volatilidade no mercado de fundos imobiliários, destacando a pressão de curto prazo sofrida por fundos de tijolo em decorrência do comportamento dos juros futuros e da aversão a risco. Segundo o gestor, os fundos de papel com carteiras atreladas ao CDI e à inflação mantiveram a consistência na geração de renda, e a estratégia do XPCI11 segue focada no acompanhamento próximo da saúde financeira dos emissores e na busca por ganhos de capital recorrentes por meio de originação proprietária e arbitragem no mercado secundário.