No mês de agosto de 2026, o VRTM11 registrou uma redução em sua geração de receitas, que totalizaram R$ 3,98 milhões, frente aos R$ 5,07 milhões apurados em julho. O resultado líquido mensal recuou de R$ 4,57 milhões (R$ 0,097 por cota) em julho para R$ 3,39 milhões (R$ 0,072 por cota) em agosto, impactado pela diminuição das receitas recorrentes nas três principais frentes de alocação: Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), fundos imobiliários (FII) e imóveis diretos.
Para sustentar a distribuição de rendimentos no patamar recorrente de R$ 0,090 por cota, a gestão utilizou R$ 833 mil da reserva acumulada, equivalente a R$ 0,018 por cota. Com essa movimentação, o saldo da reserva acumulada do VRTM11 passou de R$ 0,062 por cota em julho para R$ 0,044 por cota em agosto. A gestão manteve a projeção de distribuição entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota para o segundo semestre de 2026, indicando que continuará utilizando o saldo de reserva para suavizar as variações de curto prazo nos resultados.
Na carteira de CRIs, houve uma reconfiguração ativa após as desinvestimentos pontuais do mês anterior. O fundo realizou a compra de R$ 3,0 milhões no CRI Legacy, R$ 2,5 milhões no CRI MRV, R$ 2,7 milhões no CRI MRV II, R$ 0,7 milhão no CRI Evoke 2ª série e R$ 0,5 milhão no CRI Terrassa. Vale pontuar que posições em MRV e Evoke haviam sido alienadas integralmente em julho e foram recompradas em agosto com novas métricas. No sentido oposto, foram vendidos R$ 4,4 milhões do CRI Fibra 1ª série e R$ 3,0 milhões do CRI Dal Pozzo. A carteira total de CRIs encerrou o período em R$ 109,04 milhões.
No segmento de imóveis diretos, foram liberados R$ 1,7 milhão para quatro empreendimentos em fase de obras, volume inferior aos R$ 2,2 milhões desembolsados em julho. Em contrapartida, houve um aumento nas recompras, com 16 unidades recompradas em agosto, totalizando aproximadamente R$ 5,8 milhões, com destaque para os projetos Patrimônio Tumiaru 120 e Longitude Icon, ante 12 unidades recompradas em julho. O potencial kicker acumulado ajustou-se para R$ 0,083 por cota, ante R$ 0,090 no mês anterior. O fundo segue aguardando os trâmites cartorários para a escrituração de três unidades em Alpha Houses I e avançou na estruturação da comercialização das 27 unidades escrituradas do empreendimento Mirai Suzano.
A carteira de FIIs não teve movimentações de compra ou venda em agosto, repetindo a estabilidade observada no mês anterior. O dividend yield médio anualizado dessa classe normalizou para 14,2%, após ter atingido 15,03% em julho em decorrência de pagamentos extraordinários de fechamento de semestre por alguns fundos investidos.
No mercado secundário, a cota de mercado do VRTM11 recuou de R$ 6,91 para R$ 6,61, ampliando o desconto sobre o valor patrimonial, cuja cota passou de R$ 9,34 para R$ 9,24. A base de cotistas seguiu em leve trajetória de declínio, passando de 11.704 em julho para 11.646 em agosto. A gestão ressaltou que a deflação acumulada de 0,25% no IPCA nos meses de julho e agosto começará a surtir efeito sobre os recebíveis a partir dos próximos dois a três meses em razão da defasagem habitual de correção monetária dos contratos, momento em que a reserva financeira deverá ser demandada para manter a regularidade na distribuição.