VRTM11

FATOR VERITÀ MULTIESTRATÉGIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2026

Entrega

27/10/2026 18:19

Resumo

O relatório gerencial de setembro de 2026 do VRTM11 aponta para a manutenção da distribuição de rendimentos no patamar de R$ 0,090 por cota, o que equivale a um dividend yield de 1,33% ao mês a valor de mercado (cerca de 144,6% do CDI com gross up). O resultado gerado no mês foi de R$ 0,074 por cota, levemente superior aos R$ 0,072 reportados em agosto. Para garantir a distribuição linear de R$ 0,090 por cota, o fundo recorreu novamente ao saldo de reservas, utilizando R$ 755 mil, o que fez a reserva acumulada recuar de R$ 0,044 para R$ 0,028 por cota. O patrimônio líquido encerrou em R$ 437,11 milhões, com a cota patrimonial subindo de R$ 9,24 para R$ 9,31. A cotação de mercado fechou a R$ 6,77 ante R$ 6,61 no mês anterior, mantendo a negociação com desconto frente ao valor patrimonial (P/VP de 0,73x). A liquidez média diária no mercado secundário mais que dobrou, passando de R$ 192 mil para R$ 416 mil.

Na carteira de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), o fundo apresentou forte atividade de alocação com foco em taxas indexadas à inflação. As aquisições totalizaram mais de R$ 20 milhões, com compras do CRI My Broker (R$ 14,7 milhões a IPCA mais 12,50% ao ano), CRI Lote 5 II (R$ 3,5 milhões a IPCA mais 12,12% ao ano) e CRI Terrassa (R$ 2,1 milhões a IPCA mais 12,25% ao ano). No sentido oposto, foram vendidos R$ 3,0 milhões do CRI Legacy e R$ 0,6 milhão do CRI MRV II. Com essas movimentações, a fatia atrelada ao IPCA na carteira de CRIs avançou de 55,92% para 65,47%, reduzindo a concentração em CDI para 32,59%. No gerenciamento de liquidez e alavancagem, o fundo realizou a contratação de R$ 5,0 milhões em operação compromissada reversa, remunerada a CDI mais 0,95% ao ano e com vencimento para março de 2027.

Na parcela de fundos imobiliários, após um mês de agosto sem negociações, o VRTM11 iniciou posição no fundo TRPL11 Classe Sênior, aportando R$ 10,15 milhões, operação que passou a ser a mais representativa da classe no portfólio. O ativo busca rentabilidade de CDI mais 5,0% ao ano e possui perfil defensivo. O dividend yield médio anualizado da carteira de FIIs caiu de 14,20% em agosto para 10,01% em setembro, reflexo dessa nova posição que ainda não pagou rendimentos no período. Já no segmento de imóveis diretos, o fundo desembolsou aproximadamente R$ 3,6 milhões em liberações para quatro empreendimentos em fase de obras e computou a recompra de 2 unidades no Residencial Habitat Aquarela (R$ 410,4 mil), desacelerando em comparação com as 16 unidades recompradas em agosto. O potencial de ganho adicional (kicker) acumulado fechou em R$ 0,085 por cota. Nos ativos com unidades não recompradas pelo vendedor, seguem os trâmites cartorários para a escrituração de 3 unidades do Alpha Houses I e os trabalhos de comercialização de 27 unidades prontas do Mirai Suzano.

Em termos de composição geral, as novas alocações reduziram o saldo em caixa de R$ 31,8 milhões para R$ 7,9 milhões (cerca de 1,80% do portfólio), situando a divisão por ativos em 46,34% em imóveis diretos, 28,53% em CRIs e 24,46% em FIIs. Em sua visão prospectiva, a equipe de gestão reafirmou a estimativa de manter os rendimentos entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota no segundo semestre de 2026, tendo R$ 0,09 como referência base. O gestor destacou ainda que a defasagem usual de dois a três meses no repasse do IPCA aos recebíveis, somada aos meses recentes de inflação fraca ou negativa, continuará sendo amortecida pelo uso pontual das reservas para assegurar a estabilidade das distribuições mensais aos cotistas.