VRTA11

FATOR VERITA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIARIO

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

24/09/2026 17:01

Resumo

O VRTA11 manteve a distribuição de rendimentos estável em R$ 0,85 por cota referente a agosto de 2026. O resultado líquido gerado no período foi de R$ 0,91 por cota, apresentando redução em relação aos R$ 1,05 por cota reportados em julho, puxado pela diminuição das receitas recorrentes de CRI, que passaram de R$ 15,48 milhões para R$ 13,46 milhões. A geração acima do distribuído permitiu reter R$ 0,06 por cota, elevando a reserva total acumulada de R$ 1,20 para R$ 1,26 por cota. A gestão reforçou a expectativa de manter os dividendos na faixa de R$ 0,85 a R$ 0,95 por cota no segundo semestre de 2026, sinalizando que as reservas poderão ser acionadas para mitigar o impacto da deflação recente observada no IPCA (-0,25% na soma de julho e agosto), que incide sobre a carteira com defasagem de dois a três meses.

No mês de agosto, o fundo realizou movimentações de alocação e reciclagem no portfólio. Foram investidos R$ 23,1 milhões em três ativos: R$ 14,0 milhões no CRI Guestier Harmonis a IPCA + 12,00% ao ano, aporte adicional de R$ 5,1 milhões no CRI Summus a IPCA + 11,50% ao ano e R$ 4,0 milhões no CRI Legacy a CDI + 4,00% ao ano. Em contrapartida, ocorreram vendas parciais no mercado secundário, totalizando R$ 14,4 milhões desinvestidos, sendo R$ 10,0 milhões do CRI Lote 5 Serena Campinas e R$ 4,4 milhões do CRI Mampei Funada. A equipe de gestão informou manter um pipeline com três operações sob análise, que somam aproximadamente R$ 70 milhões para desembolso futuro.

A alocação patrimonial do VRTA11 fechou agosto com 88,5% alocados em CRIs, 8,6% em cotas de outros fundos imobiliários e 2,9% em caixa, o correspondente a R$ 38,5 milhões. No segmento de crédito, o indexador IPCA continua amplamente majoritário, representando 88,4% da carteira de CRIs com taxa média de aquisição de IPCA + 7,96% ao ano, enquanto a fatia atrelada ao CDI responde por 10,5% a uma taxa média de aquisição de CDI + 2,70% ao ano. O prazo médio dos recebíveis ajustou-se de 4,45 anos em julho para 4,41 anos em agosto. No passivo, o fundo manteve a posição de R$ 22,5 milhões em operação compromissada reversa contratada em julho, com custo de CDI + 0,90% ao ano e liquidação programada para dezembro de 2026.

Quanto ao risco de crédito, o relatório registrou melhorias em classificações internas: o CRI Unimed foi elevado de BBB para A+, enquanto os CRIs Guestier e Guestier 2ª série avançaram de BBB para A-, além da inclusão do CRI Guestier Harmonis com rating inicial BBB. O volume total de ativos com provisão para devedores duvidosos permaneceu estável em R$ 91,15 milhões sem provisão e R$ 3,05 milhões com provisão, com concentração de 82,98% no CRI Fragnani II, que segue em processo de renegociação extrajudicial. No mercado secundário, a cota a mercado subiu de R$ 73,00 para R$ 73,62 e a cota patrimonial passou de R$ 83,15 para R$ 83,62, mantendo a relação de preço sobre valor patrimonial em 0,88x, em um período no qual a base de cotistas passou de 101.282 para 100.313 investidores.