No relatório referente a setembro de 2026, o VRTA11 informou a distribuição de R$ 0,85 por cota, mantendo o mesmo valor praticado em agosto e alinhado ao guidance da gestão para o segundo semestre de 2026, projetado entre R$ 0,85 e R$ 0,95 por cota. O resultado líquido gerado no período recuou de R$ 0,91 por cota em agosto para R$ 0,73 por cota em setembro, reflexo da menor receita de juros e correção monetária dos CRIs provocada pela defasagem de meses anteriores com inflação baixa ou negativa. Diante dessa oscilação, o fundo consumiu R$ 1,86 milhão da sua reserva acumulada (R$ 0,12 por cota), fazendo com que a reserva total caísse de R$ 1,26 para R$ 1,14 por cota.
Na movimentação da carteira, foram investidos R$ 22,8 milhões em três ativos: R$ 6,0 milhões no CRI Guestier Harmonis a IPCA mais 12,00% ao ano, R$ 6,8 milhões no CRI Summus a IPCA mais 11,50% ao ano e R$ 10,0 milhões no CRI Evoke a CDI mais 4,50% ao ano, sem desinvestimentos registrados no mês. Como evento subsequente, o fundo adquiriu na primeira semana de outubro R$ 36,0 milhões no CRI OAD Makai Campeche a uma taxa de CDI mais 5,00% ao ano. A gestão também indicou a existência de outras três operações em fase de análise, totalizando R$ 70 milhões em pipeline.
Em relação à estrutura de capital, o caixa do VRTA11 subiu de R$ 38,5 milhões (2,9% do patrimônio líquido) para R$ 51,4 milhões (3,9% do patrimônio líquido). Paralelamente, houve um avanço expressivo no volume tomado em compromissada reversa, que passou de R$ 22,5 milhões a CDI mais 0,90% ao ano em agosto para R$ 48,1 milhões a CDI mais 0,71% ao ano em setembro, com vencimento em dezembro de 2026. O patrimônio líquido encerrou em R$ 1,32 bilhão, com a cota patrimonial subindo para R$ 84,68, enquanto a cota de mercado fechou em queda a R$ 72,36, reduzindo a relação P/VP de 0,88x para 0,85x.
No tocante ao crédito, um ponto novo trazido pelo relatório foi o esclarecimento da gestão sobre a exposição à devedora Gafisa após a veiculação de notícias no mercado. Foi comunicado que as operações estão sendo monitoradas e seguem sem registro de problemas de liquidez ou de pagamento. Além disso, a atualização mensal de crédito apresentou a elevação do rating do CRI Arteris de AA para AAA e o rebaixamento do CRI Grupo Sinal de A- para BB-, mantendo-se a alocação majoritária em ativos indexados ao IPCA (88,2% dos CRIs da carteira) e o estoque de provisão para devedores duvidosos liderado pelo CRI Fragnani II, que segue em processo de recuperação judicial.