O relatório de desempenho de setembro de 2026 do VILG11 destaca a conclusão da aquisição do condomínio logístico Multimodal Campinas por 140 milhões de reais, formalizada em 1º de outubro de 2026 como evento subsequente. O ativo possui 46,3 mil metros quadrados de área bruta locável, padrão construtivo triplo A e garantia de renda mínima por até 12 meses, com cap rate de entrada de 9,9% e yield estimado de 18,5% no primeiro ano. O pagamento foi estruturado com 40% à vista e duas parcelas de 30% em 6 e 12 meses. Com essa operação, a carteira passou de 12 para 13 empreendimentos, elevando a área bruta locável própria para mais de 482 mil metros quadrados e aumentando a exposição à receita no estado de São Paulo de 17% para 24%, tornando-o o principal mercado geográfico do fundo.
A composição do portfólio registrou uma extensão expressiva no prazo médio ponderado dos contratos (WAULT), que subiu de 3,7 anos em agosto para 6,5 anos em setembro. Em relação aos ativos, o CD Pouso Alegre passou a refletir formalmente a ocupação de 100% pelo novo contrato com a Shopee, enquanto o Parque Logístico Pernambuco teve sua taxa de ocupação reduzida de 100% para 80%. No consolidado, a taxa de ocupação financeira do fundo ficou em 95,2%, a receita média de aluguel avançou de 23,5 reais para 23,9 reais por metro quadrado e a inadimplência líquida fechou o período negativa em 0,8%.
O desinvestimento gradual da posição em cotas do fundo HGLG11 seguiu em andamento no mercado secundário. Em setembro, foram vendidas 414.759 cotas, gerando 61,1 milhões de reais de caixa e um ganho de capital por competência de 2,47 milhões de reais, o equivalente a 0,16 real por cota. No acumulado do ano, a alienação já totaliza 346,4 milhões de reais em caixa e 26,44 milhões de reais em ganho de capital (1,76 real por cota). O VILG11 ainda detém 1.510.055 cotas remanescentes de HGLG11, avaliadas contabilmente em 223,4 milhões de reais, cujo montante seguirá sendo monetizado para reinvestimento direto em imóveis.
No campo financeiro, o fundo apurou um resultado total de 13,85 milhões de reais no mês (0,92 real por cota), acima dos 12,55 milhões de reais apurados em agosto (0,84 real por cota). A distribuição de rendimentos foi mantida estável em 0,82 real por cota, permitindo que a reserva de resultado não distribuído subisse de 0,15 real por cota (2,20 milhões de reais) para 0,25 real por cota (3,75 milhões de reais). A estimativa de distribuição informada pela gestão permanece entre 0,80 e 0,87 real por cota, com o horizonte dessa projeção estendido formalmente até janeiro de 2027, ante o teto anterior que ia até dezembro de 2026.
Na estrutura de capital, o patrimônio líquido fechou setembro em 1,63 bilhão de reais, correspondendo ao valor patrimonial de 108,65 reais por cota. As obrigações por aquisições a prazo totalizam 211,8 milhões de reais, indexadas à inflação via CRIs dos ativos Alianza Park e Castelo 57, sendo que 7,9% desse montante vence em até 12 meses, frente a um caixa líquido de 176,57 milhões de reais. No mercado de capitais, o valor de mercado encerrou em cerca de 1,39 bilhão de reais (cota ajustada a 91,56 reais), a base de investidores registrou 148.559 cotistas e a liquidez média diária subiu de 2,1 milhões para 2,4 milhões de reais no mês.