No relatório de gestão referente a agosto de 2026, o VGHF11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,06 por cota, patamar idêntico ao reportado no mês de julho, o que representou uma rentabilidade anualizada equivalente a 9,2% ou IPCA mais 7,10% calculada sobre o valor patrimonial. O resultado passível de distribuição somou R$ 9,47 milhões no mês, contra R$ 9,19 milhões em julho, e a reserva acumulada permaneceu em R$ 0,01 por cota. O valor patrimonial da cota recuou de R$ 8,18 para R$ 8,14, variação negativa de R$ 0,04 decorrente do ajuste a mercado negativo na carteira de fundos imobiliários, em linha com o recuo de 1,47% do IFIX no período.
O nível de alocação em ativos-alvo do VGHF11 avançou para 102,14% do patrimônio líquido, totalizando R$ 1,37 bilhão distribuído em 133 ativos, contra 99,66% e R$ 1,34 bilhão em 131 ativos apurados no encerramento de julho. Em função do volume total investido superar o patrimônio líquido e do provisionamento de rendimentos e despesas, a posição de caixa líquido encerrou agosto em terreno negativo em R$ 28,63 milhões, ou menos 2,14% do patrimônio líquido, contrastando com o saldo positivo de R$ 4,60 milhões registrado no mês anterior.
Na divisão estratégica do portfólio, a carteira de Renda ampliou sua representatividade para 48,2% dos ativos-alvo, frente a 46,6% em julho, enquanto a carteira de Valor passou de 53,4% para 51,8%. O movimento refletiu aquisições líquidas de R$ 33,22 milhões na parcela de Renda, focadas em aumentar o carrego do fundo com a inclusão de novos Certificados de Recebíveis Imobiliários indexados ao CDI. Destacam-se as compras das tranches do CRI Barra da Tijuca, totalizando R$ 81,00 milhões alocados a taxas de CDI mais 4,5% e CDI mais 6,0% ao ano, contrapostas por desinvestimentos parciais nos CRIs João Dias, Realiza e papéis da Helbor. Na carteira de Valor, as compras líquidas somaram R$ 960 mil, com aportes adicionais em SPEs residenciais já investidas.
Essa recomposição alterou sensivelmente o perfil de indexação da carteira de crédito, onde os títulos pós-fixados atrelados ao CDI passaram a responder por 55,43% do total de CRIs em agosto, contra 46,18% em julho, elevando o spread médio de aquisição desse grupo de CDI mais 3,92% para CDI mais 4,47% ao ano. Em contrapartida, os títulos corrigidos por IPCA reduziram a fatia para 44,57%, ante 53,82% no mês anterior. O prazo médio de vencimento (duration) da carteira de crédito aumentou de 2,3 para 3,0 anos. No tocante à inadimplência, os papéis ligados ao emissor Selina permaneceram avaliados a zero, sem novas ocorrências de inadimplência no portfólio.
No mercado de negociação secundária, o preço de fechamento da cota de mercado do VGHF11 caiu de R$ 5,86 em julho para R$ 5,43 em agosto. O volume financeiro médio diário negociado cresceu de R$ 1,75 milhão para R$ 3,10 milhões por dia, ao passo que a quantidade de cotistas do fundo registrou redução, passando de 368.246 para 358.491 investidores.