A ata registra a Assembleia Geral Extraordinária do TRBL11, realizada de forma não presencial por meio da Consulta Formal nº 02/2026, encerrada em 09 de outubro de 2026. A convocação foi enviada em 17 de setembro de 2026 pela Rio Bravo Investimentos, na qualidade de administradora, e contou com a participação de cotistas representando 35,56% do total das cotas emitidas. Foram submetidas três matérias a deliberação, todas aprovadas.
A primeira matéria tratou da venda parcial do portfólio atual, com a alienação de três imóveis — One Park, Contagem e Guarulhos II — pelo preço conjunto de R$ 526.670.000,00, em operação única e indivisível, com resultado final de até R$ 42 milhões, equivalente a R$ 5,45 por cota. A proposta foi aprovada com 9,43% das cotas votando a favor, 2,53% contra e 22,26% de abstenções, sendo que os votos abstenções por conflito de interesses foram desconsiderados na apuração. A segunda matéria aprovou a cessão onerosa dos direitos do fundo nas ações judiciais movidas contra os Correios, pelo valor de R$ 20 milhões, acrescido de mecanismo de earn-out caso a recuperação seja superior ao valor estipulado, com 9,56% de votos favoráveis, 2,29% contrários e 22,37% de abstenções, igualmente desconsideradas por conflito de interesses.
A terceira matéria, aprovada por cotistas representando 28,33% das cotas, autorizou uma série de alterações no regulamento do TRBL11, incluindo o aumento da taxa global para até 1,10%, a exclusão de restrições regionais de investimento e a ampliação da política de investimentos para permitir atuação em desenvolvimento, co-investimentos e operações estruturadas, além de ativos financeiros e societários como CRIs, SPEs, ações e participações societárias. As mudanças também preveem a possibilidade de oneração dos ativos do fundo, contratação de financiamentos, emissão de dívidas, captação de recursos estruturados e constituição de garantias como alienação fiduciária, hipoteca e cessão fiduciária de recebíveis, bem como a recompra de cotas, o aumento do capital autorizado de R$ 1 bilhão para R$ 10 bilhões, a autorização para compra de cotas de outros fundos imobiliários e investimentos em fundos geridos pelas gestoras, e a discricionariedade das gestoras para alienar qualquer ativo do portfólio. Ao final, a administradora foi autorizada a adotar todas as medidas necessárias para cumprir as deliberações aprovadas.