TJKB11

TJK RENDA IMOBILIÁRIA FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO - RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2026

Entrega

31/10/2026 22:53

Resumo

A principal novidade do relatório de setembro de 2026 do TJKB11, em comparação com o de agosto, é a venda do imóvel da Pompeia, que pertencia ao FII BRC III, fundo em que o TJKB11 detém 100% das cotas. A venda foi feita por R$ 24,9 milhões líquidos e gerou ganho de capital de cerca de R$ 3,72 milhões, que ainda será distribuído, sem prazo informado. Em setembro houve amortização de R$ 19,9 milhões, e as disponibilidades do TJKB11 subiram de R$ 8,4 milhões para R$ 27,4 milhões. Após o pagamento dos rendimentos e a conclusão da amortização, ainda pendente, o TJKB11 deixará de ser cotista do BRC III. Com a venda, a área bruta locável (ABL) caiu de 59.428 m² para 54.656 m² e o número de ativos passou de 40 para 39.

A distribuição de setembro foi de R$ 2,90 por cota, paga em 25 de setembro e igual à do mês anterior. Nos últimos 12 meses, apenas março de 2026 foi diferente, com R$ 2,50. O resultado operacional disponível (Rodi) de setembro foi de R$ 6,20 milhões, ante R$ 6,23 milhões em agosto, e incluiu R$ 1,12 milhão de ganho de capital da venda de dois ativos feita em outubro de 2024, distribuído de forma parcelada. Desde abril, o Rodi ficou entre R$ 6,18 milhões e R$ 6,23 milhões por mês. Sem o ganho de capital, porém, ficou entre R$ 4,2 milhões e R$ 5,6 milhões por mês, sempre abaixo do valor distribuído.

Na demonstração de resultados, a receita de locação foi de cerca de R$ 5,2 milhões, alta de 18,7% sobre agosto, com o recebimento da locação do Ed. Neolink, que havia sido adiada em agosto, e a normalização do repasse de excedentes pela securitizadora. A receita total somou R$ 6,67 milhões, queda de 1,1%, explicada principalmente pelo menor ganho de capital, que caiu de R$ 2,07 milhões para R$ 1,12 milhão. As despesas totais recuaram 8,6%, para R$ 469 mil, e os dividendos do BRC III subiram 3,9%, para R$ 163,9 mil. O relatório também informa que o saldo do atraso de março nos aluguéis de Marselhesa, Tatuapé, Borba Gato e Avenida Brasil será pago em parcelas mensais até outubro.

A taxa de ocupação segue em 100% nos últimos 12 meses, e todos os contratos continuam atípicos. O prazo médio ponderado dos contratos (WAULT) caiu de 10,97 para 10,89 anos, o equivalente a cerca de um mês, e a distribuição dos vencimentos por ano não mudou. Com a ABL menor, São Paulo passou de 67% para 64% da área, Vila Mariana de 35% para 39%, Joinville de 24% para 26% e o Rio de Janeiro de 9% para 10%.

No mercado, o valor de mercado da cota subiu 0,7%, para R$ 251,90, enquanto o valor patrimonial recuou 0,3%, para R$ 279,33. Com isso, o desconto da cota sobre o valor patrimonial caiu de cerca de 10,7% para 9,8%. O patrimônio líquido somou R$ 598,8 milhões, ante R$ 600,5 milhões. O relatório informa que o rendimento equivale a 113% do CDI líquido sobre o valor patrimonial da cota, ante 112% em agosto, e a 125% do CDI líquido sobre o valor de mercado, sem alteração.

Na alavancagem, o saldo atualizado dos CRIs caiu de R$ 23,1 milhões para R$ 19,9 milhões, e o relatório não explica essa redução. A base de atualização mudou de abr/26 para set/26. A amortização das duas séries está prevista para começar em outubro de 2026, com término em set/2030 e jan/2034. O número de cotistas chegou a 853 no 3T26, ante 792 no relatório anterior e 465 no 4T25, e o dado do 2T26 aparece revisado de 767 para 779. Por fim, os índices do gráfico de rendimento passaram a ter base em outubro de 2025, por isso não são diretamente comparáveis aos do relatório anterior. Neste mês, o índice do Rodi distribuído está em 113,2, o do CDI líquido em 111,0 e o do total return em 117,7.