O relatório gerencial de agosto de 2026 do TEPP11 traz como principal evento a conclusão de sua quinta emissão de cotas, com captação total de aproximadamente 40,27 milhões de reais. Com a incorporação dos novos recursos e expansão de posições, o patrimônio líquido do fundo aumentou de 468,03 milhões de reais em julho para 504,96 milhões de reais em agosto. No mercado secundário, o valor de mercado avançou para 413,98 milhões de reais, enquanto a cotação a mercado recuou de 7,97 reais para 7,70 reais, situando a relação de preço sobre valor patrimonial em 0,82, frente a 0,85 no relatório anterior.
No campo da distribuição de rendimentos, houve uma redução substancial no valor anunciado por cota, que caiu de 0,125 real em julho para 0,068 real em agosto, após uma sequência de distribuições que superava 0,12 real. Essa distribuição representou um dividend yield mensal de 0,88%, equivalente a 11,13% anualizado. O resultado gerado no período foi de 0,059 real por cota, somando 2,94 milhões de reais. Como o dividendo declarado foi de 0,068 real, houve consumo parcial da reserva, reduzindo o saldo acumulado não distribuído de 2,36 milhões de reais (0,048 real por cota) para 1,93 milhão de reais (0,039 real por cota).
Operacionalmente, a carteira do TEPP11 passou a listar 7 ativos, ante 6 no mês anterior, com a inclusão formal do Edifício Parque Cultural Paulista, cuja aquisição foi realizada com taxa de cap rate de entrada de 9,6%. A área bruta locável total subiu de 52.514 metros quadrados para 57.846 metros quadrados. Por outro lado, a vacância física consolidada teve um salto relevante, avançando de 5,69% em julho para 10,96% em agosto, refletindo a desocupação de lajes no Edifício Fujitsu, que passou a apresentar 59,6% de vacância física. A vacância financeira do fundo também teve alta, variando de 2,67% para 4,07%.
Em relação às iniciativas comerciais e de portfólio, a gestão destacou que os quatro andares vagos no Edifício Fujitsu já contam com propostas em fase de minuta contratual, havendo a perspectiva de zerar a desocupação do ativo caso concretizadas. Outro avanço operacional relevante foi a conclusão do reajuste de aluguel de um inquilino no Edifício Brigadeiro Faria Lima com alta de 44% e efeito retroativo a março. No tocante aos desinvestimentos, a alienação do Edifício Passarelli segue em fase de formalização dos instrumentos finais, com expectativa de fechamento até o fim de setembro.
Na estrutura de capital e fluxo financeiro, a alavancagem permaneceu estável em 20,9% do patrimônio líquido, suportada pelas dívidas dos certificados de recebíveis imobiliários dos edifícios Fujitsu e GPA, cujo saldo devedor atualizado supera 101 milhões de reais. O fundo mantém obrigações parceladas de aquisição para os edifícios Brigadeiro Faria Lima e Top Center, mas as projeções de caixa líquido apontam capacidade de honrar integralmente os compromissos até agosto de 2027 sem dependência mandatória de novas captações imediatas ou vendas não planejadas.