As demonstrações auditadas de SNFZ11 referem-se ao exercício encerrado em 30 de junho de 2026 e receberam opinião sem ressalvas. O relatório destaca que os grãos vinculados às fazendas Rio Bonito 1 e Coliseu foram dados em penhor pelos proprietários em uma operação ligada a uma Cédula de Crédito Bancário. Em caso de inadimplência, os direitos sobre essa produção podem ser afetados, mas não há gravame sobre os imóveis.
O patrimônio líquido passou de R$ 61,1 milhões para R$ 120,1 milhões, após a emissão de cerca de 5,9 milhões de cotas por R$ 59,0 milhões. Os terrenos para renda somavam R$ 306,8 milhões, equivalentes a 255,5% do patrimônio líquido, e os CRAs totalizavam R$ 81,4 milhões. A carteira de imóveis cresceu R$ 274,2 milhões em aquisições, sem atualização a valor justo no exercício. O passivo era de R$ 269,8 milhões, quase todo composto por valores a pagar por aquisições de ativos, e algumas compras preveem parcelas anuais e escrituras até 2029.
SNFZ11 registrou resultado líquido de R$ 12,4 milhões, ante R$ 3,5 milhões no exercício anterior, com receitas de R$ 11,9 milhões em CRAs e R$ 2,3 milhões em aluguéis. O documento informa R$ 12,0 milhões em distribuições no período e R$ 1,2 milhão em rendimentos a pagar no encerramento. As notas também ressaltam riscos de crédito, mercado e liquidez, a ausência de garantia do FGC ou dos prestadores de serviços e o fato de as cotas não terem resgate, ficando a venda sujeita às condições do mercado secundário.