O relatório de agosto de 2026 informa que o SNFZ11 tem seis fazendas e quatro CRAs, todos em Mato Grosso, combinando receitas de arrendamento e juros com a busca por valorização das terras no longo prazo. As propriedades somam cerca de 3.140 hectares úteis, dos quais 1.060 são irrigados, segundo a tabela do documento. Os CRAs têm rendimento médio de CDI mais 3,40%, retorno all-in de 17,77%, prazo médio de 4,77 anos e classificação interna média A3. A base de cotistas chegou a 16.084.
Em agosto, o fundo apurou resultado líquido de R$ 2,16 milhões, equivalente a R$ 0,125 por cota, e distribuiu R$ 0,10 por cota, valor mantido em cada mês desde setembro de 2025. A diferença, de R$ 0,025 por cota, foi retida em reserva. O relatório informa dividend yield anualizado de 13,92% e de 13,10% nos últimos 12 meses, calculados pelo preço de mercado de R$ 9,16; o valor patrimonial por cota era R$ 10,17, com P/VP de 0,90. O patrimônio líquido totalizava R$ 175,92 milhões.
A gestora reforça a tese de valorização das terras agrícolas, citando dados segundo os quais as áreas rurais de Mato Grosso subiram 199% em cinco anos, em termos nominais, ante 135% na média dos estados pesquisados. Também relata avanços em obras de irrigação e preparativos para o plantio de soja nas propriedades. Para o cenário-base, mantém a distribuição de R$ 0,10 por cota; aponta, porém, que queda da soja abaixo de R$ 90 por saca e condições climáticas desfavoráveis podem pressionar as receitas de arrendamento. O documento ressalta que dados históricos não garantem resultados futuros.