O relatório de setembro de 2026 do SNEL11 destaca a formalização da aquisição de 29 empreendimentos imobiliários solares no valor de R$ 565,04 milhões, totalizando 116,7 MWp de potência e 84,45 MW de capacidade. Com essa movimentação, o fundo marca a transição da fase de captação da sua quinta emissão para a fase de alocação de recursos. Ao considerar os projetos em aquisição, o portfólio total do fundo avança de 37 usinas e 149,4 MWp em agosto para 66 usinas e 266,2 MWp em setembro, expandindo a presença geográfica de 11 para 14 estados.
No campo operacional, o fundo concluiu o fechamento da aquisição da UFV São Tiago, de 3,5 MWp, em Minas Gerais. O ativo foi incorporado à carteira em operação, já possui contrato de locação com a NUV e atingiu 37,5% da rampa comercial. Com essa entrada, a capacidade instalada operacional consolidada subiu de 106,9 MWp para 110,4 MWp em 26 projetos operacionais. A geração consolidada do mês atingiu 10.857 MWh, o que representa um recuo de 5,3% frente aos 11.464 MWh gerados em agosto, levando o indicador de eficiência de 114,7 para 104,9 MWh/MWp. Entre os destaques individuais, a UFV Paramirim registrou geração recorde de 1.143 MWh, alta de 48% ante o mês anterior.
Quanto aos resultados e rendimentos, o SNEL11 manteve a distribuição em R$ 0,10 por cota, equivalente a um dividend yield anualizado de 15,99% a mercado, com guidance de manutenção desse patamar para os próximos três meses. Em termos absolutos, o montante distribuído saltou de R$ 11,08 milhões em agosto para R$ 22,70 milhões em setembro, em função da incorporação das novas cotas emitidas. A receita total do fundo somou R$ 25,12 milhões, ante R$ 11,04 milhões no mês anterior, impulsionada pelo resultado de aplicações financeiras e movimentação de caixa, que passou de R$ 921 mil para R$ 16,10 milhões devido ao elevado saldo disponível. A receita de locação das usinas recuou de R$ 10,12 milhões para R$ 9,02 milhões. O caixa e equivalentes encerrou o período em R$ 594,4 milhões, representando 31% dos ativos totais.
No mercado secundário e indicadores patrimoniais, o patrimônio líquido do fundo passou de R$ 1,834 bilhão em agosto para R$ 1,815 bilhão em setembro, com o valor patrimonial por cota variando de R$ 8,08 para R$ 7,99 e a cota de mercado fechando a R$ 8,04, resultando em um indicador P/VP de 1,01x. A liquidez média diária negociada teve recuperação expressiva, subindo de R$ 3,21 milhões para R$ 7,03 milhões, e a base de cotistas cresceu de 127.630 para 141.612 investidores. A gestão também apontou o impacto da inflação de setembro, com alta de 7,98% no custo da energia elétrica residencial, ressaltando que o encarecimento da tarifa na rede reforça a competitividade econômica dos modelos de geração distribuída do portfólio.