O relatório de gestão de setembro de 2026 do SNEL11 informa que o fundo formalizou a aquisição de 29 projetos solares de geração distribuída, com 116,7 MWp de potência de pico e 84,45 MW de capacidade instalada, por cerca de R$ 565 milhões. A operação amplia o portfólio para 66 projetos e 266,2 MWp, incluindo ativos em aquisição, e leva o fundo a novas áreas de concessão, com IRR real projetada de 16,87% ao ano. No mês, também foi concluído o fechamento da usina São Tiago, de 3,5 MWp, que já passa a integrar o portfólio operacional com locatário contratado.
Em setembro, o SNEL11 distribuiu R$ 0,10 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 15,99% com base na cotação de fechamento, com valor patrimonial líquido de R$ 1.814,7 milhões e relação preço/valor patrimonial de 1,01. A geração consolidada foi de 10.857 MWh, queda de 5,3% frente ao mês anterior, com 26 projetos em operação e 110,4 MWp de capacidade instalada. O fundo mantinha R$ 594,4 milhões em caixa e equivalentes, cerca de 31% dos ativos, e registrava 141.612 cotistas. O relatório também destaca a alta de 0,82% do IPCA em setembro e o avanço de 7,98% da energia elétrica residencial, movimento considerado favorável à tese de geração distribuída.
Segundo a gestora, setembro marca a transição do SNEL11 da fase de captação para a fase de alocação, com os recursos da 5ª emissão começando a ser convertidos em ativos operacionais. Os próximos meses devem ser focados na conclusão dos fechamentos, na comercialização da capacidade incorporada e na captura dos resultados dessa expansão. A gestora avalia que um custo mais alto de energia da rede tende a aumentar a atratividade da geração distribuída para o consumidor final e, consequentemente, o valor da capacidade das usinas do fundo.