No relatório de agosto de 2026, o SNCI11 apresentou uma recuperação expressiva na geração operacional, registrando resultado líquido de R$ 1,37 por cota (R$ 5,75 milhões), ante R$ 0,75 por cota apurados em julho. A distribuição mensal permaneceu estável em R$ 1,00 por cota, permitindo elevar a reserva de lucros acumulada de R$ 0,10 para R$ 0,46 por cota. O guidance de proventos para o terceiro trimestre de 2026 foi mantido no patamar entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota. As despesas caixa caíram de R$ 0,36 milhão para R$ 0,20 milhão, reflexo da primeira de duas parcelas de dispensa de taxa de gestão no valor de R$ 150 mil, concedida pela gestora para repassar ao fundo receitas de estruturação auferidas no CRI Mahalo.
O patrimônio líquido encerrou em R$ 400,59 milhões, elevando a cota patrimonial de R$ 94,27 para R$ 95,38, beneficiada pela retenção de resultados e pelo encerramento definitivo da operação estruturada com ações de GFSA3, sem ganho ou perda contábil. No mercado secundário, a cota recuou 3,36% no mês, fechando a R$ 81,48, o que ampliou o desconto patrimonial com o indicador P/VP passando de 0,91 para 0,85. O LTV médio ponderado da carteira reduziu de 69,60% para 61,41%. A posição de caixa diminuiu de R$ 35,77 milhões (9,04% do PL) para R$ 22,67 milhões (5,66% do PL), mantendo o fundo como credor líquido em operações compromissadas, com alavancagem líquida de -2,90% contra -6,25% no mês anterior. A base de cotistas passou de 34.655 para 34.345 investidores.
A carteira totalizou 50 ativos, registrando R$ 34,5 milhões em compras e R$ 16,8 milhões em vendas. Os principais investimentos foram no CRI GS Souto (R$ 16,54 milhões a IPCA + 11,13%), nova tranche do CRI Oliveira (R$ 8,12 milhões a IPCA + 12,68%), CRI LocPay II Sênior (R$ 2,18 milhões a CDI + 5,50%) e uma cesta de FIIs de CRI com desconto de mercado (R$ 7,69 milhões). Nas alienações, destacou-se a venda de séries do CRI MZM por R$ 16,78 milhões a IPCA + 12,00%. A exposição por indexadores encerrou com 52,5% do PL atrelado ao IPCA (frente a 50,7% em julho) e 21,4% ao CDI (ante 20,4% em julho), enquanto o spread médio consolidado da carteira oscilou levemente de 3,66% para 3,69%.
No monitoramento de crédito, operações de incorporação em fase final de obra que somam 22,2% do PL (Supreme Garden, BIT Barueri e Gafisa Sorocaba) tiveram deliberações em assembleias para concessão de waivers e repactuação de prazos frente a atrasos e desenquadramentos da razão de garantia. No BIT Barueri, foi aprovada uma 5ª série sênior de R$ 15 milhões (CDI + 5,50%) para finalizar a construção, tornando subordinadas as séries já detidas pelo fundo. No Gafisa Sorocaba, os vencimentos foram prorrogados de janeiro para julho de 2027 mediante pagamento de taxa de reestruturação de R$ 2,96 milhões. No Supreme Garden, o vencimento antecipado foi sustado até a entrega do habite-se prevista para novembro de 2026. Quanto aos ativos em situação especial, a venda do galpão em garantia do CRI AIZ teve prazo estendido para 30 de outubro de 2026 com contratação de assessoria jurídica, e o CRI RDR Itu realizou sua 9ª rodada de recuperação no valor de R$ 23,5 mil, com nova amortização de R$ 700 mil prevista para setembro. Houve ainda retificação no CRI LocPay para ajustar a taxa das 3ª e 4ª séries para CDI + 5,50% ao ano, mantendo as demais séries no regime prefixado.