O relatório gerencial de setembro de 2026 do SNCI11 informa que o fundo distribuiu R$ 1,00 por cota, em linha com a orientação de R$ 1,00 a R$ 1,10 por cota para o quarto trimestre de 2026. O resultado do mês foi de R$ 0,79 por cota, abaixo da distribuição, o que reduziu a reserva acumulada para R$ 0,25 por cota. O dividend yield anualizado ficou em 14,54% sobre o preço de mercado, com a cota negociada a R$ 82,55, o que corresponde a 0,86 vez o valor patrimonial (P/VP), enquanto o valor patrimonial por cota era de R$ 96,06. O patrimônio líquido somava R$ 403,47 milhões ao final do período.
Em setembro, o SNCI11 realizou R$ 56,7 milhões em compras, com destaque para o CRI MRV Flex XIV (R$ 31,0 milhões, IPCA + 10,85%) e para um conjunto de fundos imobiliários de papel negociados com desconto (R$ 21,2 milhões), além de R$ 10,1 milhões em vendas, principalmente de recompra interna de séries do CRI BIT. A alavancagem líquida encerrou em 9,74% do patrimônio líquido, com cerca de R$ 46,4 milhões em operações compromissadas a CDI + 0,97% e R$ 7,1 milhões em caixa. A carteira reúne 54 ativos, com LTV médio ponderado de 63,53% e yield médio de 17,18%, acima do custo da alavancagem.
O documento também trata dos quatro ativos sob tratamento especial, que somam 2,80% do patrimônio líquido a mercado: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior. No CRI RDR, a décima rodada de recuperação rendeu R$ 794 mil, acima do esperado. Nas assembleias de titulares, o fundo votou a favor da liberação extraordinária de excedentes no CRI Arpoador e da dispensa de vencimento antecipado no CRI Gafisa Sorocaba, com transferência do fundo de reserva para o fundo de obras e recomposição até 21 de dezembro de 2026.
Por fim, o SNCI11 apresentou valorização de 2,54% no preço de mercado no mês, contra queda de 0,20% do IFIX, e o relatório mantém a orientação de distribuição de R$ 1,00 a R$ 1,10 por cota para o quarto trimestre de 2026. A gestão também menciona um pipeline de novas operações em análise, com taxas esperadas acima da média da carteira, e a expectativa de reduzir a alavancagem até o fim do ano com recursos de repasse de empreendimentos em fase final de obra, como Supreme Garden, Gafisa Sorocaba e Conceito.