SNCI11

SUNO RECEBÍVEIS IMOBILIÁRIOS FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

30/09/2026

Entrega

23/10/2026 18:00

Resumo

No mês de setembro de 2026, o SNCI11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 1,00 por cota, com dividend yield anualizado de 14,54% sobre a cota de mercado e guidance reiterado na faixa entre R$ 1,00 e R$ 1,10 por cota para o quarto trimestre de 2026. O resultado contábil do mês recuou de R$ 1,37 por cota em agosto para R$ 0,79 por cota em setembro, impactado pela redução no volume de lucros com transações de ativos, que passou de R$ 2,82 milhões para R$ 78,98 mil. Com o resultado abaixo do dividendo pago, a reserva de lucros acumulada do fundo caiu de R$ 0,46 para R$ 0,25 por cota.

A principal alteração na estrutura de capital foi a elevação da alavancagem líquida, que passou de uma posição credora de menos 2,90% do patrimônio líquido em agosto para uma posição devedora de 9,74% em setembro. O saldo de operações compromissadas passivas subiu para R$ 46,44 milhões, ao custo médio de CDI mais 0,97%, enquanto o caixa disponível encolheu de R$ 22,67 milhões para R$ 7,13 milhões. O gestor informou que utilizou essa estrutura para antecipar compras e planeja reduzir a alavancagem com os repasses previstos para a reta final de obras de operações como Supreme Garden, Gafisa Sorocaba e Conceito.

A carteira registrou movimentação relevante com a alocação de R$ 56,7 milhões em compras e R$ 10,1 milhões em vendas, elevando o total de ativos de 50 para 54. As maiores aquisições foram o CRI MRV Flex XIV, com aporte de R$ 31,01 milhões a IPCA mais 10,85%, e cotas de outros fundos imobiliários de papel, que totalizaram R$ 21,24 milhões. Em decorrência dessas operações, a exposição setorial em fundos imobiliários subiu de 9,7% para 16,6% do patrimônio líquido, a parcela atrelada ao IPCA aumentou de 52,5% para 60,2% e o LTV médio ponderado passou de 61,41% para 63,53%. O spread consolidado de crédito subiu de 3,69% para 4,46%, refletindo variações nas curvas de juros.

Entre os eventos de monitoramento e assembleias, os quatro ativos da lista de tratamento especial (CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior) somavam 2,80% do patrimônio a mercado, frente a 2,96% no mês anterior. No CRI RDR Itu, a décima rodada de recuperação devolveu R$ 794 mil ao fundo, superando os R$ 700 mil previstos. Em assembleia do CRI Gafisa Sorocaba, foi afastado o vencimento antecipado por cross-default em operação de terceiro e autorizada a transferência de recursos do fundo de reserva para o fundo de obra, com prazo de recomposição até dezembro de 2026. No CRI Arpoador, aprovou-se uma alteração temporária na cascata de pagamentos para liberação de sobejo à devedora sob condição de cobertura mínima de 180%. Além disso, o relatório informa que a segunda e última parcela de R$ 150 mil da dispensa de taxa de gestão, ligada à estruturação do CRI Mahalo, ocorrerá em outubro.