O RZAT11 registrou no relatório de setembro de 2026 um resultado de R$ 0,72 por cota, apresentando retração frente aos R$ 0,95 por cota reportados em agosto. Para o período, o fundo anunciou a distribuição de R$ 0,95 por cota, ante R$ 1,00 pago no mês anterior. Para sustentar esse patamar de proventos acima do resultado gerado no mês, houve utilização quase integral das reservas, fazendo com que as sobras acumuladas caíssem de R$ 0,25 para R$ 0,02 por cota. O valor patrimonial da cota passou de R$ 101,55 para R$ 101,21, enquanto o dividend yield anualizado teve leve oscilação positiva, indo de 14,75% para 14,86%.
A redução do resultado líquido foi puxada pelo recuo nas receitas totais, que somaram R$ 3,64 milhões em setembro frente a R$ 4,46 milhões em agosto. Essa desaceleração decorreu principalmente da diminuição das receitas financeiras, que passaram de R$ 1,09 milhão para R$ 558 mil, e das receitas ligadas à opção de recompra, que caíram de R$ 170 mil para R$ 21 mil. Do lado das despesas operacionais e taxas, houve uma elevação moderada no mês, totalizando R$ 587 mil contra R$ 452 mil no período anterior.
O principal esclarecimento do relatório ocorreu na abertura dos dados da carteira, em que a gestão detalhou a operação do imóvel de Frutal (MG), ocupado pela Cervejaria Imperial. O ativo foi alienado pelo valor de R$ 150 milhões previsto em contrato de opção, com pagamento parcelado em cinco vezes anuais entre novembro de 2028 e novembro de 2032. Até a quitação final e transferência de escritura, o RZAT11 mantém a propriedade e aufere remuneração de 0,75% ao mês mais IPCA sobre o saldo devedor. Com isso, o portfólio passou a ser formalmente dividido entre 8 imóveis locados (com taxa média de IPCA + 10,70%) e 1 imóvel vendido a prazo (IPCA + 9,40%), mantendo a taxa média ponderada global estável em IPCA + 10,20%. Além disso, o ativo Visolux teve sua tipologia ajustada no relatório, passando de comercial para industrial.
Em termos de projeções, a gestão revisou para baixo a estimativa de rendimentos futuros para outubro e novembro de 2026, projetando agora um intervalo entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota. No relatório de agosto, a expectativa para os meses seguintes estava estabelecida entre R$ 0,95 e R$ 1,05 por cota. A justificativa apresentada apoia-se na normalização do fluxo financeiro após o fim do pagamento de ganhos não recorrentes anteriores e na dependência direta da oscilação do IPCA sobre a correção dos contratos do fundo.