Relatório gerencial · Setembro de 2026
Referência 30/09/2026 · entregue 07/10/2026 19:10
Em uma linha
Distribuição mensal recua de R$ 0,7373 para R$ 0,6182 por cota em setembro, com dividend yield de 0,83%
Resumo
O relatório gerencial do RECR11 referente a setembro de 2026 apresenta como principal destaque operacional uma redução no patamar de distribuição de rendimentos, que passou de R$ 0,7373 por cota em agosto para R$ 0,6182 por cota em setembro. Essa distribuição equivale a um dividend yield mensal de 0,83% sobre a cota de mercado e representa 99% do CDI líquido. O recuo no dividendo decorre diretamente da diminuição do resultado por regime de caixa, que caiu de R$ 19,50 milhões em agosto para R$ 16,47 milhões em setembro, acompanhando a retração nas receitas de CRI e FII de R$ 23,30 milhões para R$ 20,12 milhões, movimento impactado pela defasagem da variação do IPCA apurada nos meses anteriores. O acumulado distribuído nos últimos 12 meses ajustou-se para R$ 10,72 por cota.
Em contrapartida à queda na distribuição em caixa, o fundo registrou uma expressiva valorização contábil por competência, com o lucro contábil avançando para R$ 49,22 milhões, impulsionado por um ajuste positivo de marcação a mercado de R$ 32,78 milhões, ante R$ 18,93 milhões no mês anterior. Com isso, o patrimônio líquido do RECR11 subiu de R$ 2,32 bilhões para R$ 2,35 bilhões, elevando o valor da cota patrimonial de R$ 87,70 para R$ 88,94. No mercado secundário, entretanto, a cotação seguiu caminho oposto, recuando de R$ 78,71 para R$ 74,35 ao fim de setembro. O volume diário médio negociado na B3 teve ligeira alta, ficando em R$ 3,18 milhões, enquanto a participação do fundo na carteira teórica do IFIX foi definida em 1,290% para o quadrimestre final de 2026.
No campo da alocação de capital, a gestão ampliou o percentual de ativos investidos de 94% para 96%, reduzindo a reserva de liquidez diária de R$ 56,28 milhões para R$ 29,23 milhões. O mês foi marcado por um volume relevante de aquisições de CRIs, totalizando mais de R$ 41 milhões em aportes distribuídos por oito operações, com predomínio de taxas indexadas ao CDI, destacando-se as alocações em Prima Villagio Jardins no montante de R$ 11,69 milhões a CDI mais 5,50%, VIC FIT com R$ 10,05 milhões a CDI mais 3,75%, e Pulverizado Lançamentos Residenciais com R$ 7,49 milhões. As vendas de ativos, que haviam superado R$ 6,8 milhões em agosto, foram quase nulas em setembro, limitando-se à alienação de R$ 80,9 mil em cotas do CRI VIC 5.
A estrutura geral da carteira manteve-se equilibrada, fechando com 93% dos ativos em CRIs, 3% em cotas de outros fundos imobiliários e 3% no imóvel Morumbi Plaza. A distribuição por indexadores permaneceu estável, com 80% do portfólio de recebíveis atrelado ao IPCA, dos quais 28% possuem cláusula de proteção contra deflação, e 17% indexados ao CDI. A taxa média ponderada de aquisição fechou em IPCA mais 8,82% ao ano e CDI mais 4,47% ao ano, com duration média estável em 3,6 anos e LTV médio de 51%. Quanto ao perfil de crédito, 74% dos recebíveis continuam classificados como risco corporativo e 26% pulverizado, concentrados majoritariamente nos segmentos de incorporação e loteamento, mantendo-se apenas os CRIs Olimpo e Olimpo 2 em status de repactuação.
Resumo feito por IA a partir do documento original; pode conter erros, verifique as informações.