No relatório gerencial de junho de 2026 do RBVA11, os destaques principais incluem duas novas locações com a M3 Storage nos imóveis de Santos e Bom Retiro, totalizando 5.026 m² alugados em espaços que estavam vagos, com contratos de cinco anos e remuneração variável atrelada à receita bruta das operações. Essa operação expandiu a exposição do fundo ao segmento de self storage para 1,4% da carteira, representando a segunda locação simultânea de dois ativos para o mesmo locatário. Também foi formalizada a renovação do contrato do imóvel Cipó-Guaçu com a Caixa Econômica Federal até agosto de 2030, correspondendo a 0,15% da receita contratada, e foi ajuizada ação de despejo contra a locatária Goodbe no imóvel Monções, que responde por 0,25% da receita.
A vacância física do RBVA11 subiu para 6,9% em junho, ante 6,5% em maio, impulsionada pela saída do Santander do imóvel em Santo André. O resultado por cota foi de R$ 0,070 em junho, abaixo dos R$ 0,110 de maio, enquanto a distribuição se manteve em R$ 0,09 por cota, alinhada ao guidance do semestre e à estratégia de linearização com uso de resultados extraordinários, como multas e vendas. O dividend yield anualizado subiu para 11,9%, contra 11,2% no mês anterior, acompanhando a queda na cotação de mercado de R$ 9,63 para R$ 9,11.
Comparado ao relatório de maio, que enfatizou as aquisições de R$ 81 milhões no imóvel Flagship Portobello e R$ 111,6 milhões nos imóveis Pátio Maria Antônia, Estácio e PBKids, além de duas locações com a Ultra e a conclusão da sexta emissão de cotas por R$ 96,5 milhões, o relatório de junho foca mais na comercialização de espaços vagos e no reposicionamento contínuo de ativos. No mês anterior, havia menção a R$ 6,25 milhões em acordos e indenizações recebidos, incluindo multas do Santander. O número de imóveis se manteve em 74, a ABL em 305.391 m² e os inquilinos em 28.
A gestão do RBVA11 mantém a projeção de resultado recorrente em torno de R$ 0,062 por cota para o semestre, com potencial de elevação para R$ 0,075 considerando locações em andamento em imóveis como Liberdade, Recife, Jundiaí, Fortaleza, Mateo Bei e Santo André. A relação de alavancagem sobre o patrimônio líquido ficou em 12,66% em junho, ligeiramente acima dos 10,74% indicados em maio, com saldo devedor atualizado dos CRIs em torno de R$ 211 milhões. O patrimônio líquido avançou de R$ 1,662 bilhão para R$ 1,667 bilhão entre os relatórios.
A quantidade de cotistas se manteve estável em torno de 92 mil. O volume médio diário negociado subiu de R$ 1,97 milhão para R$ 2,37 milhão. A estratégia de conversão de antigas agências bancárias para usos como academias, farmácias, supermercados e self storage segue em curso, com 32 alienações realizadas desde 2019 gerando lucro acumulado de R$ 104 milhões.