RBRY11

FUNDO DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO PATRIA CRÉDITO IMOBILIÁRIO ESTRUTURADO RESPONSABILIDADE LIMITADA

Relatório Gerencial

Ativo

Referência

31/08/2026

Entrega

22/09/2026 09:40

Resumo

O RBRY11 apresentou em agosto um resultado distribuível de R$ 1,18 por cota, acima dos R$ 1,08 por cota de julho, e manteve a distribuição em R$ 1,00 por cota paga em setembro, com isso a reserva de lucro acumulada subiu de R$ 0,47 para R$ 0,65 por cota e o gestor manteve o guidance de R$ 1,00 por cota até o fim de 2026. O patrimônio líquido do RBRY11 passou de R$ 1.289,5 milhões ou R$ 100,99 por cota para R$ 1.282,4 milhões ou R$ 100,43 por cota, enquanto o valor de mercado foi de R$ 1.081,7 milhões ou R$ 84,71 por cota para R$ 1.049,7 milhões ou R$ 82,20 por cota, levando o P/VP de 0,84 vez para 0,82 vez.

A alocação do RBRY11 subiu de 94,5% para 97,2% do patrimônio líquido, com CRI e operações estruturadas passando de 90,9% para 93,6% e caixa caindo de 5,5% para 2,8%, e a rentabilidade média ponderada da carteira de CRI subiu de 17,5% ao ano para 18,4% ao ano, equivalente a CDI mais 4,0% ao ano ante CDI mais 3,1% ao ano no mês anterior, com prazo médio de 1,6 ano ante 1,7 ano e spread médio de 4,1% ante 3,3%. A carteira passou de 51 para 52 CRI mais 1 operação estruturada, com 85,3% indexada ao CDI ante 85% em julho, 14,5% ao IPCA ante 14,8% e 0,2% ao IGP-M, e a taxa MTM da parcela em CDI subiu de 4,0% para 4,8% ao ano. No mês o RBRY11 aumentou em R$ 30,9 milhões a exposição nos CRI FGR III sênior e subordinado, Pulverizado MK CDI, Pernambuco My Beach, MOS Jardins e Pinheiros, Global Realty e Global Realty Itacema a CDI mais 3,5% em média, e alocou de forma tática R$ 24,8 milhões nas duas séries seniores do CRI Amauri a CDI mais 2,75%, vendeu totalmente os R$ 720 mil do CRI Baroneza e Jardim Europa e reduziu R$ 4,6 milhões no CRI Carteira MRV III e R$ 4,6 milhões no CRI One Perdizes. A nova operação CRI Amauri tem lastro em nota comercial da SPE OZ18 LTDA de R$ 29 milhões em três séries com vencimento bullet em 36 meses e garantias em alienação fiduciária de três lajes do Amauri 306, cessão de recebíveis e aval dos sócios, e o RBRY11 terminou agosto sem operações compromissadas.

O destaque do mês no RBRY11 foi a remarcação do CRI Tarjab Altino, sem entrada de novos nomes no watchlist. O administrador alterou o spread de risco e reduziu o montante MTM em 25% do PU Par, para uma relação de 75% entre MTM e valor de curva, o que não afetou o resultado distribuível mas impactou negativamente o patrimônio em cerca de R$ 0,83 por cota ou 0,67% do PL, com as taxas MTM das duas séries passando para 28,6% e 29,1% ao ano. O gestor também passou a indicar que avalia possíveis ajustes na marcação do CRI Tarjab Carinás, detalhou que o CRI Verticale está em reestruturação com diagnóstico independente de custos e prazos, troca do agente de medição e inclusão de garantias adicionais, e que o CRI RKM teve stop accrual com pagamentos abatendo o custo e resta apenas 1 unidade em estoque de 23 originais. Na operação estruturada FII Casas AAA, maior posição com 13,2% do PL ante 13,0% em julho, houve pequeno avanço de obras em Piassanguaba de 97% para 99%, Dona Elisa de 89% para 92%, LaPlace de 92% para 97% e Itaverá de 58% para 59%, mantida a mensagem de que não é esperada perda de principal.

Na composição por segmento do RBRY11 o financiamento à construção caiu de 63,0% para 60,6%, escritórios subiram de 1,7% para 3,7% com a entrada do Amauri e pulverizados de 10,5% para 11,3%, com São Paulo passando de 73,1% para 72,3% e Minas Gerais de 3,3% para 4,6%, LTV médio ponderado estável em 62% e alocação em FIIs estável em 3,5% do PL. No mercado o RBRY11 caiu 1,8% no mês ante queda de 4,3% em julho, com queda de 7,8% em 2026, enquanto o IFIX caiu 1,5% em agosto ante 0,3% em julho pelo quarto mês seguido, a média de distribuição de 12 meses foi de R$ 1,13 para R$ 1,11 por cota, o volume médio diário foi de R$ 3,9 milhões para R$ 4,0 milhões e o número de cotistas passou de 77,7 mil para 76,9 mil, com quatro assembleias aprovadas no mês.