Relatório gerencial · Agosto de 2026
Referência 31/08/2026 · entregue 22/09/2026 09:39
Em uma linha
Distribuição mantida em R$ 0,09 por cota em agosto, com resultado recorrente de R$ 0,089 por cota
Resumo
O RBRX11 manteve a distribuição em R$ 0,09 por cota em agosto, mesmo valor praticado ao longo de 2026, com resultado recorrente de R$ 0,089 por cota, praticamente estável em relação aos R$ 0,089 de julho. As receitas de CRIs somaram R$ 0,061 por cota ante R$ 0,059 em julho, enquanto os rendimentos de FIIs recuaram para R$ 0,033 por cota ante R$ 0,037, movimento que o gestor explica como normalização após recebimentos pontuais do primeiro semestre que inflaram julho. A receita financeira foi de R$ 0,003 por cota e as despesas recorrentes caíram para R$ 0,007 por cota ante R$ 0,009. O gestor destaca que parte do resultado de CRIs em agosto foi inflada por giros que destravaram resultado acruado nos CRIs Carteira MRV III, MOS Jardins e Pinheiros II, FGR III, XPLOG, Cone e Tael, e sinaliza que o patamar recorrente tende a ser um pouco inferior ao apurado. Somada a receita extraordinária de R$ 0,010 por cota, vinda da primeira de três parcelas da venda da Unidade 161 do Kalea Jardins e da liquidação da última parcela da Unidade 91, o resultado final foi de R$ 0,099 por cota ante R$ 0,103 em julho, com R$ 0,009 por cota destinados à reserva, que subiu para R$ 0,046 por cota ante R$ 0,037 em julho.
O patrimônio líquido do RBRX11 encerrou agosto em R$ 1.352,7 milhões, ou R$ 9,24 por cota, praticamente estável frente aos R$ 1.348,1 milhões de julho. Já o valor de mercado recuou para R$ 1.072,8 milhões, ou R$ 7,33 por cota, ante R$ 1.118,1 milhões em julho, o que levou o P/VP de 0,83 vez para 0,79 vez. Na performance, a cota de mercado do RBRX11 caiu 2,9% no mês ante queda de 4,3% em julho, enquanto a cota patrimonial ajustada subiu 1,3% ante queda de 0,3% em julho, em um mês em que o IFIX caiu 1,5%. No ano, o RBRX11 de mercado acumula queda de 4,2% e a cota patrimonial alta de 0,5%. O gestor manteve o guidance de R$ 0,09 por cota para o terceiro trimestre de 2026, amparado na geração recorrente, na reserva e em resultados extraordinários de curto prazo.
Na carteira, a alocação por estratégia ficou em 45,0% em Carrego ante 45,4% em julho, 47,4% em Oportunístico ante 47,2% e 7,6% em Ganho de Capital ante 7,5%, ainda distante da meta de 50%, 30% e 20%. A posição direta em CRIs recuou R$ 5,4 milhões para 40,1% do PL ante 40,6%, com parte realocada para o caixa, que subiu para 3,4% do PL ante 3,2%. No mês houve ampliação no CRI MOS Jardins e Pinheiros II em novas séries a CDI mais 4,95% ao ano. Em Ganho de Capital, houve chamadas de capital no ILOG11 de R$ 5,2 milhões e no SHIP11 de R$ 2,0 milhões, com o ILOG11 passando de 0,4% para 0,8% do PL e o SHIP11 de 1,6% para 1,8%. A posição em imóveis caiu de 1,2% para 0,8% do PL com a venda do Kalea Jardins. A venda da Unidade 161, detalhada neste relatório, totalizou R$ 15,0 milhões, ou R$ 40.680 por metro quadrado, ante aquisição em março de 2024 por R$ 9,3 milhões, com lucro total de R$ 4,85 milhões, ganho de capital de R$ 3,7 milhões e resultado total de R$ 0,025 por cota, múltiplo de 1,52 vez e retorno esperado de IPCA mais 14% ao ano, com pagamento de R$ 7,0 milhões à vista mais R$ 3,5 milhões em 30 dias e R$ 4,5 milhões na entrega prevista para o final do terceiro trimestre de 2026.
O relatório mantém a mensagem sobre a possível consolidação entre o RBRX11 e o PSEC, com o RBRX11 como veículo consolidador por já estar mais aderente ao portfólio alvo e ter mandato mais amplo, citando potencial de fundo acima de R$ 2,7 bilhões em patrimônio, maior diluição de concentrações e dobra da liquidez, com potencial execução ao longo deste semestre e dependente de assembleias. Na parte de crédito, o CRI Tarjab Altino segue em watchlist com o mesmo texto de julho sobre restrição de liquidez da incorporadora e custo de obra acima do orçamento, com parcelas adimplentes, mas com mudança relevante nas marcações, com a taxa MTM subindo para 29,1% e 28,6% ao ano ante 5,2% e 4,9% em julho e o montante marcado caindo para R$ 5,3 milhões e R$ 1,9 milhão. Em liquidez, o volume médio diário foi de R$ 2,2 milhões ante R$ 2,3 milhões em julho e o número de cotistas subiu para 128.185 ante 126.411.
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