Em agosto o RBRL11 apresentou receita total de R$0,90 por cota, mesmo patamar de julho, e resultado de R$0,65 por cota ante R$0,64 por cota no mês anterior. Os efeitos não recorrentes foram o rebate da taxa de gestão do XPLG11 de R$0,04 por cota e o pagamento de RMG ao XPLG11 de R$0,18 por cota negativo, ante R$0,17 por cota negativo em julho. A distribuição foi mantida em R$0,60 por cota, pelo quinto mês seguido desde abril, e o gestor reiterou a expectativa de manutenção desse patamar nos próximos meses, com a reserva acumulada em R$0,39 por cota. A média de distribuição dos últimos 12 meses recuou de R$0,71 em julho para R$0,69 em agosto pela saída de meses antigos de R$0,75 do cálculo.
A carteira do RBRL11 segue sem mudanças relevantes, com cerca de 88 por cento dos ativos em cotas do XPLG11 recebidas na venda do portfólio, 3 por cento em CRI e 9 por cento em caixa para despesas recorrentes, e sem qualquer alavancagem ou obrigação por aquisição de ativos em 31 de agosto, mesma posição de 31 de julho. O patrimônio líquido passou de R$631,2 milhões em julho para R$624,4 milhões em agosto, com a cota patrimonial de R$94,39 para R$93,38, refletindo a marcação das cotas do XPLG11 de R$559,7 milhões para R$552,7 milhões. Na bolsa o movimento foi oposto, com o valor de mercado subindo de R$480,5 milhões para R$484,8 milhões e a cota de mercado de R$71,86 para R$72,50, levando o P/VP de 0,76 vez para 0,78 vez e o dividend yield anualizado sobre a cota de mercado de 10,0 por cento para 9,9 por cento.
Sobre a venda dos imóveis ao XPLG11, concluída em fevereiro de 2026 por R$699,2 milhões, não houve alteração nos números, com lucro bruto de R$45,0 milhões, despesas obrigatórias de R$21,1 milhões e lucro líquido de R$23,9 milhões, sendo R$2,6 milhões já reconhecidos em rendimentos e R$21,3 milhões abatidos do custo das cotas do XPLG11, que passou de R$106,06 para R$102,53 por cota. O gestor manteve a decisão de não vender as cotas do XPLG11 no momento, por estarem cotadas a R$92,50 em 31 de julho, abaixo do custo ajustado, o que geraria prejuízo se realizado, e repetiu a tabela de sensibilidade que mostra prejuízo implícito até a faixa de R$101,00 por cota do XPLG11 e ponto de equilíbrio em R$102,53.
Nos próximos passos o RBRL11 mantém o foco na potencial consolidação com o HGLG, apontado como principal fundo de logística da gestora, com expectativa de conclusão ao longo do segundo semestre de 2026, após as aprovações de conflito de interesses em dezembro de 2025 e em assembleia de 23 de abril de 2026 e a assunção da gestão pelo Patria em fevereiro de 2026. Em performance, a cota ajustada do RBRL11 subiu 1,7 por cento em agosto após queda de 2,4 por cento em julho, com queda acumulada em 2026 de 16,4 por cento ante 17,9 por cento até julho, enquanto o IFIX caiu 1,5 por cento em agosto. Em liquidez, o volume médio diário subiu de R$0,4 milhão em julho para R$1,5 milhão em agosto e o giro mensal de 2,1 por cento para 6,4 por cento, enquanto o número de cotistas recuou de 15,8 mil para 15,5 mil, em trajetória de queda desde os 17,1 mil de março e abril.