O relatório gerencial de setembro de 2026 do RBRL11 apresenta uma redução no resultado mensal por cota, que passou de R$ 0,65 em agosto para R$ 0,56 em setembro, acompanhando a queda da receita total de R$ 0,90 para R$ 0,82 por cota. Mesmo com o resultado inferior à distribuição, o fundo manteve o pagamento de R$ 0,60 por cota, utilizando R$ 0,04 por cota da reserva acumulada, que recuou de R$ 0,39 para R$ 0,35 por cota. A gestão manteve a sinalização de linearização dos proventos no patamar de R$ 0,60 para os próximos meses. Os resultados seguiram impactados por eventos pontuais, incluindo o rebate da taxa de gestão do XPLG11 de R$ 0,04 por cota e o desembolso referente à renda mínima garantida de R$ 0,18 por cota.
A principal mudança estrutural no período ocorreu na composição da carteira de ativos. Em agosto, a alocação do RBRL11 estava dividida em 88% em cotas de XPLG11, 3% em CRIs (equivalente a R$ 17,4 milhões) e 9% em caixa. Já no fechamento de setembro, a posição em CRIs foi totalmente zerada e a liquidez em caixa foi reduzida para R$ 4,7 milhões (1% do fundo), concentrando aproximadamente 99% do patrimônio líquido em cotas do XPLG11, montante avaliado em R$ 629,07 milhões. O fundo permanece sem qualquer nível de alavancagem financeira ou obrigações pendentes por aquisição de imóveis.
Em relação à estratégia para as cotas de XPLG11 recebidas na venda pregressa de imóveis performados, a gestão reforçou a decisão de não realizar a alienação no momento. A cotação de mercado do XPLG11 fechou setembro a R$ 92,51, patamar ainda distante do preço de aquisição ajustado do RBRL11, que é de R$ 102,53 por cota, o que geraria prejuízo na venda a mercado. Paralelamente, os planos estratégicos continuam voltados para a consolidação dos fundos logísticos da casa com foco no HGLG, com expectativa de viabilização do processo mantida para o segundo semestre de 2026, respeitando as aprovações prévias de assembleia.
No mercado secundário, a cota de mercado do RBRL11 registrou valorização no mês, subindo de R$ 72,50 em agosto para R$ 76,29 em setembro, o que elevou a relação P/VP de 0,78x para 0,81x. A cota patrimonial também avançou de R$ 93,38 para R$ 94,06. Por outro lado, a liquidez média diária apresentou forte retração, caindo de R$ 1,5 milhão para R$ 0,6 milhão no mês. A base de investidores manteve a tendência de queda gradual observada ao longo do ano, encerrando setembro com 15,4 mil cotistas, ante 15,5 mil em agosto e 17,1 mil no pico observado em março e abril.