O informe anual de OUJP11 cobre o período de julho de 2025 a junho de 2026. O fundo é de gestão ativa, administrado pela Finaxis e gerido pela JPP Capital, e busca alocar até 97% do patrimônio líquido em CRIs, mantendo recursos em ativos de liquidez por curto prazo até direcioná-los a novas operações. A tabela de negócios registra investimentos de R$ 121,7 milhões em CRIs e R$ 5,745 bilhões em LTNs durante o exercício.
Na avaliação a mercado, o documento informa R$ 319,9 milhões em CRIs e R$ 1,19 milhão em cotas de outros FIIs, com valorizações de 25,72% e 5,54%, respectivamente. No exercício, o resultado líquido dos ativos financeiros imobiliários foi de R$ 128,5 milhões; após R$ 87,6 milhões em despesas, o fundo apurou lucro líquido de R$ 40,9 milhões.
Para o período seguinte, a gestão afirma que busca CRIs com spreads de crédito elevados e garantias robustas, e que a rentabilidade média da carteira supera a de títulos públicos indexados à inflação com prazo semelhante. Na avaliação da gestora, a possível redução de juros em 2026 poderia favorecer empresas alavancadas e dependentes de vendas de imóveis; uma melhora na qualidade do crédito também poderia normalizar operações renegociadas e reduzir spreads.
A perspectiva para os setores é variada: a incorporação pode se beneficiar de juros menores, enquanto loteamentos ainda enfrentam endividamento e inadimplência; galpões logísticos seguem com bom desempenho, mas há excesso de oferta em algumas regiões. Shoppings estão recuperados em geral, embora alguns no Norte e Nordeste ainda tenham vacância e atrasos de aluguel, e a energia solar é apontada como fonte de oportunidades. O fundo tinha 24.912 cotistas, com 94,58% das cotas distribuídas entre 24.911 investidores e um cotista detendo 5,42%; o informe remete os fatores de risco a um anexo e não apresenta informações sobre processos judiciais relevantes.