O MCRE11 manteve a distribuição de rendimentos em R$ 0,10 por cota referente a agosto de 2026, reafirmando o guidance de manutenção desse mesmo patamar mensal até pelo menos dezembro de 2026. O resultado gerado no mês apresentou um aumento expressivo, passando de R$ 9,0 milhões (R$ 0,08 por cota) em julho para R$ 16,5 milhões (R$ 0,15 por cota) em agosto. Esse avanço decorreu essencialmente do efeito caixa de inflação acruada em dois ativos de crédito, que gerou ganho de capital de aproximadamente R$ 8,9 milhões (R$ 0,08 por cota). Com o resultado acima do valor distribuído, o fundo reteve R$ 0,05 por cota, elevando sua reserva direta acumulada para R$ 0,06 por cota. Somada à reserva acumulada em veículos intermediários (R$ 0,05 por cota), a reserva total disponível chegou a cerca de R$ 0,12 por cota, o dobro dos R$ 0,06 por cota registrados no fechamento de julho.
Na alocação de recursos, a principal movimentação de compra foi uma nova integralização de R$ 29,0 milhões no CRI MSB Axis, a uma taxa de IPCA mais 11,00% ao ano, fazendo com que a posição no ativo saltasse de R$ 30,0 milhões (2,7% do patrimônio líquido) para R$ 61,3 milhões (5,5% do patrimônio líquido). Como reflexo dessa alocação, a fatia alocada em CRIs avançou de 45% para 48% do portfólio, enquanto o saldo de caixa foi reduzido de R$ 60,7 milhões (5% da carteira) em julho para R$ 34,7 milhões (3% da carteira) em agosto.
Entre os FIIs estruturados, a posição em TRXF11 teve sua marcação a mercado reduzida de R$ 173,2 milhões (15,3% da carteira) para R$ 151,8 milhões (13,6%), refletindo o impacto da queda no preço de tela dessas cotas, conforme antecipado pela gestão no relatório anterior. O patrimônio líquido do MCRE11 fechou o mês em R$ 1,11 bilhão (R$ 9,98 por cota), ante R$ 1,13 bilhão (R$ 10,15 por cota) no mês anterior. No mercado secundário, a cota recuou de R$ 8,65 para R$ 8,21, levando a relação entre preço de mercado e valor patrimonial de 0,85 para 0,82, o que elevou o dividend yield anualizado de 14,8% para 15,6%.
No segmento de imóveis, o Centro de Distribuição Santa Cruz permaneceu com vacância zero, com contrato típico vigente até setembro de 2028 e reajuste anual pelo IGP-M programado para setembro. A taxa média de carrego de todo o portfólio permaneceu em IPCA mais 9,9% ao ano, e a projeção da gestão para eventos de liquidez com ganho de capital em ativos estruturados e imóveis segue estimada em R$ 248 milhões (cerca de R$ 2,22 por cota) em um horizonte de cinco anos.